07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• As velhas manhas...

Já pipocam, precocemente, as primeiras indicações de utilização de formas rasteiras na disputa pelo voto, com uso de métodos sujos e ilegais. Já há correligionário, ou simpatizante, de determinada candidatura, saindo por aí falando bobagens a respeito de adversários. Bem no estilo do velho e decadente vale-tudo.

• Com a mão do gato

O conhecidíssimo modus operandi se vale do jeitão “usando a mão do gato”. A tática foi observada em alguns locais nos últimos dias. O eleitor tem de ficar atento e flagrar, se preciso, atos de intimidação, compra de votos e também insinuações para a prática de ameaças repetidas por falastrões covardes. O Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral estão de prontidão.

• Atos pela decência

O recado maldoso e a ameaça velada, são elementos que têm de ser combatidos nas eleições. E que depois não venham os patrocinadores das maldades buscar atenuar conflitos com frases de efeito, com caricatura de humilde em voz mansa, no manjado estilo: “Não sou eu, me traíram, fizeram por conta própria”.

• Propaganda punida

A Justiça Eleitoral continua a multar políticos por propaganda antecipada. Ontem, foram divulgados mais dois casos. A vereadora paulistana Marta Costa, por exemplo, foi penalizada porque teria distribuído calendários de 2008 contendo seu nome e fazendo menção às Eleições 2008 antes de 6 de julho, início da propaganda eleitoral.

• Vote e sorria, chorou

O outro caso de multa por propaganda antecipada ocorreu em Santa Bárbara D´Oeste. O prefeito do município, José Maria de Araújo Júnior, distribuiu material didático a escolas de ensino fundamental com a afirmação “vote no José Maria e sorria”. A apostila era encaminhada com uma carta endereçada aos pais que tinha em seu conteúdo a frase “juntos vamos escrever um futuro melhor para nossos filhos e para nossa gente”.

• Burocracia de bancos

O presidente do PSB, Pedro Romualdo, reclama do excesso de burocracia dos bancos na abertura de conta bancária em nome de qualquer comitê financeiro ou candidato. Segundo ele, na Carta Circular 3.320/08 o Banco Central exige Requerimento de Abertura de Conta Eleitoral e comprovante de inscrição no CNPJ, mas as instituições estão pedindo até atas dos partidos. Outra reclamação é a demora para entrega do talão de cheques.

• Garantia está na lei

Desde que os candidatos e comitês se dirijam às agências bancárias munidos dos documentos previstos na legislação eleitoral para a abertura das contas-correntes para movimentação dos recursos de campanha, aos bancos não resta outra providência a não ser cumprir, e com agilidade, a solicitação. A agência bancária deve exigir somente o que prevê a legislação eleitoral.

• Enquete - área urbana

Uma pequena enquete realizado com parte dos vereadores da Câmara Municipal de Bauru revela que eles não estão dispostos a revogar a ampliação da área urbana às margens da rodovia Bauru-Ipaussu para permitir que a BR Malls instalasse um megaempreendimento no local. Depois da desistência da BR Malls, anunciada anteontem pelo JC, o prefeito Tuga Angerami admitiu a hipótese da revogação.