08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Poupando vidas


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Há pouco entrou em vigor uma nova lei que tornou mais rigorosa a punição para quem é flagrado dirigindo alcoolizado. Essa lei tem sido alvo de inúmeras críticas pelo país, tanto por quem bebe quanto por quem depende da venda de bebidas e por algumas pessoas que se dizem defensoras dos direitos dos homens.

É notório que a maioria das pessoas que são contra essa lei tendem a citar a fragilidade dos nossos líderes, a falta de investimento em hospitais, as más condições dos pavimentos públicos e tudo isso para, no fim das contas, exigir o direito de colocar a vida de milhares de pessoas em risco por causa de um vício ou o simples prazer de beber.

Lamentavelmente ninguém “se toca” que ao mesmo tempo que o número de acidentes está diminuindo como reflexo dessa lei está também diminuindo o número de vítimas, conseqüentemente o número de atendimento em hospitais e logo os gastos com cirurgias, por fim começa a “sobrar” dinheiro para se investir mais na área da saúde, na contratação de médicos e haver vagas para quem realmente sofreu um acidente - na minha opinião não são acidentes os que ocorrem com pessoas que assumem o risco de dirigir alcoolizadas, são conseqüência da imprudência dos mesmos, ou seja, eles são “causados”.

Nem sempre o motorista alcoolizado está sozinho no carro e não é só dentro do carro que estão as potenciais vítimas de um acidente, mas durante todo o trajeto existem milhares de outros carros, existem pedestres (entre esses estão crianças e idosos), e no meio de tantas pessoas pode haver alguém da nossa família.

Mesmo depois de tantas mortes, tantas pessoas paraplégicas, tetraplégicas, com membros amputados, ainda assim insistem no “direito de beber e dirigir”. Isso é egoísmo, é pensar apenas no próprio umbigo... Mesmo quem se diz ótimo motorista após beber se esquece de que há pessoas que não conseguem nem falar direito depois de um gole e, ainda assim querem garantir o direito de dirigir a eles.

Talvez quando sentirem a dor de perder um familiar comecem a pensar nisso. Eu perdi meu pai há 13 anos (eu tinha apenas 10), há 3 dias do natal... Ele dirigia após ter bebido e quase matou outro pai de família que estava com ele. Nunca terei meu pai de volta e oro a Deus para que essa tragédia não se repita na vida de outras famílias.

Carlos Henrique dos Santos - RG 42.950.327-1