A equipe Mother Gaia, que ficou em primeiro lugar na categoria “Jogos” da Copa do Mundo de Tecnologia, realizada em Paris, na França, chegou ontem a Bauru, onde foi recebida com festa pelos colegas de uma empresa de desenvolvimento de softwares da cidade, onde trabalham. A equipe formada por Guilherme Campos, 22 anos, Túlio Sória, 22 anos, Helena Van Kampen, 20 anos, e Rafael Fantini da Costa, 20 anos, venceu cerca de 600 participantes de todo o mundo, em várias etapas, com o jogo “City Rain”.
Todos são estudantes na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Campos e Sória são alunos do curso de sistemas de informação, Van Kampen, de desenho industrial e, Fantini, de ciências da computação. A equipe foi orientada pelo professor Eduardo Martins Morgado, coordenador do Laboratório de Tecnologia de Informação Aplicada (Ltia) da Unesp, e trouxe para Bauru um prêmio de US$ 25 mil.
Segundo o professor Eduardo Morgado, a disputa em Paris foi bastante acirrada. Além da Mother Gaia, participaram outras cinco equipes da semifinal, de onde foram selecionados três finalistas para a apresentação final, que deu o primeiro lugar aos unespianos. Ele relata que a apresentação final foi bastante emocionante. “Foi feita em um auditório para mil pessoas no Museu do Louvre. Foi uma coisa maravilhosa porque pudemos ver nosso jogo ser apresentado em uma tela imensa e dentro do Museu do Louvre. Isso foi emocionante”, destacou.
Vestido com a camisa da Seleção, Guilherme Campos, um dos idealizadores do jogo, fez questão de salientar a importância do prêmio para o Brasil. “É uma prova de que o Brasil e a Unesp têm pessoas competentes. Somos pessoas normais, mas nos esforçamos para chegar lá e conseguimos essa vitória”, ressaltou. O próximo desafio dos estudantes é fazer uma versão em português para o game e outra para o X-Box. “Já vamos começar a trabalhar nisso”, afirmou Campos. A versão em inglês do jogo já está disponível no site www.cityra.in.
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O jogo
O City Rain não é um simples jogo para computador ou videogame. O jogo é uma ferramenta pedagógica para ensinar impacto ambiental, sem deixar de ser divertido. O jogador vai ganhando dinheiro e suas decisões econômicas vão afetando o meio ambiente, gerando poluição. O objetivo é chegar à sustentabilidade.
O City Rain tem boa jogabilidade e é desafiador. Para quem conhece o mundo dos games, o City Rain é uma mistura de Sim City e Tetris. Em um mapa, com rio e mata nativa - parecido com o cenário do Sim City - o jogador deve posicionar as construções que vão caindo aleatoriamente - como os bloquinhos do Tetris.
E o jogador, prefeito deste município virtual, escolhe entre os tipos de indústria e imóveis de cada categoria visando garantir o equilíbrio ambiental. Conforme a cidade vai crescendo, alguns parâmetros são medidos, como popularidade do prefeito, níveis de educação, economia e poluição.
Caso o nível de resíduos não seja controlado, o jogo termina em uma catástrofe ambiental. E a cada nível, as peças caem mais rapidamente e o prefeito tem poucos segundos para decidir onde instalar suas unidades. Além do modo livre, o jogador pode escolher missões para completar como, por exemplo, despoluir um rio.