11 de julho de 2026
Nacional

PF investiga empresário por fraude em concessão

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - Policiais federais passaram seis horas e meia ontem dentro do escritório da empresa MMX, do empresário Eike Batista, na praia do Flamengo (zona sul do Rio). Eles cumpriram três mandados de busca e apreensão. Mais cedo, os policiais foram também na casa do empresário, no Jardim Botânico (zona sul do Rio).

As buscas fazem parte da Operação Toque de Midas, deflagrada na manhã de ontem para averiguar possíveis irregularidades em licitação envolvendo Eike Batista na concessão da estrada de ferro do Amapá.

Em quatro carros, 20 policiais federais chegaram por volta das 9h no escritório da MMX na praia do Flamengo. Saíram de lá às 15h30 carregando um malote com documentos e HDs de computadores do escritório. A empresa ainda não se manifestou sobre os mandados.

Na casa de Eike, no bairro do Jardim Botânico, os policiais ficaram por cerca de duas horas para cumprir outro mandado de busca e apreensão. A Polícia Federal não informou o que foi levado da casa do empresário, onde os policiais chegaram por volta das 10h e saíram antes do meio-dia.

Vizinhos de Eike contaram não ter visto o empresário entrando ou saindo da casa nos últimos dias. Ninguém atendeu ao interfone da residência.

A operação Toque de Midas é resultado de investigação realizada no Amapá, que aponta indícios de “direcionamento da licitação para que as empresas de um mesmo grupo vencessem o certame”.

A MMX negou ontem, por meio de nota, que tenha cometido qualquer irregularidade na licitação da Estrada de Ferro Amapá. A respeito das investigações da Polícia Federal de desvio de ouro de minas do interior do Estado, a mineradora informou que não realiza atividades de extração de ouro em qualquer região do País.

Na nota, a empresa alega que se colocou à disposição de autoridades locais do Amapá desde o surgimento de rumores sobre a investigação. A MMX comunicou ainda que ajuizou no Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, em Brasília, pedido para ter amplo acesso a qualquer investigação contra a empresa.