09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ao Sr. Tiago da Rocha Sales


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Antes de tudo obrigado por sua citação no JC de 3 do corrente ao meu artigo “As pessoas”, publicado no dia 1º, e serviu de gancho para o seu pronunciamento às definições que são dispensadas ao fariseu. Não fiz sequer menção ou intenção à imagem ou atos ditos farisaicos.

Embora não tenha sido cobrado, esclareço: o objetivo foi e continua sendo para que as pessoas compreendam, em qualquer situação, que a honra e o respeito ao próximo estão acima de qualquer atitude contrária à fraqueza humana. Fragilidade a fortalecer o egoísmo, maior mal de todos os tempos, principalmente nos dias em que vivemos, alimentando o ódio, a inveja, a corrupção e a violência, ferindo os Mandamentos e à sociedade em todas as suas classes.

Antes de entrar no assunto proposto no seu artigo, lembro-me do ditado popular sempre recomendado pelo meu amado pai: “Nunca discuta religião, futebol e política”. No seu texto o senhor está me solicitando “no sentido de procurar saber como sinônimos tão anti-semitas (aos fariseus) podem ser extirpados...” Acabo de fazer pesquisas e na medida que as procedia mais me confundia diante das contradições dos estudiosos do tema e dos escritos sagrados. Afirmo que não estou me omitindo. Respeitando-o como professor da Fé Judaica, me recolho na minha ignorância sobre a questão. Não há nada de patético ou ridículo na sua reivindicação.

Nada mais belo digno e louvável no homem que defende sua filosofia e seu entendimento das palavras dos mensageiros de Deus. Observo apenas que sendo humanos, eram frágeis e passíveis de erros. (Pedro não negou Jesus?). Considerando que o senhor completou o Ensino Médio como escreveu, e eu não fui além do Ensino Fundamental, me calo e me penitencio em não questionar temas que apesar de estudá-los nunca os discuto diante do choque de opiniões de doutores no assunto, gerando contradições e dúvidas.

Confesso, tenho medo de cair nas armadilhas desses conflitos que provocam incertezas para conclusões pessoais. Bem disse o filósofo René Descartes (1596-1650): “A inteligência humana só é infalível quando decide sobre o que percebe distintamente”. Agradeço ao JC permitir esta resposta ao prezado sr. Tiago, a quem desejo sucesso no seu combate contra os sinônimos que retratam e são parâmetros negativos à imagem dos fariseus na história da humanidade.

Munir Zalaf - RG 2.726.959