Vinte e oito pessoas acusadas de integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presas e indiciadas por tráfico de drogas, formação de quadrilha e associação para o tráfico. As prisões ocorreram na região de Jaú (47 quilômetros de Bauru) durante uma investigação que durou quatro meses.
Realizada pelos promotores do Grupo de Atuação Especial Regional para a Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) de Bauru, a operação foi finalizada na última sexta-feira com a prisão de seis pessoas, sendo três homens e três mulheres - que são supostas namoradas de Rodrigo Lupi, 29 anos, que cumpre pena por tráfico de drogas e associação para o tráfico na Penitenciária de Martinópolis, mas é apontado como chefe da quadrilha e um dos líderes do PCC na região de Bauru.
De acordo com o Gaerco, as investigações, baseadas em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, demonstram que Lupi comandava as ações da facção com o uso de quatro telefones celulares, de dentro do presídio.
As namoradas de Lupi eram responsáveis pelas movimentações financeiras da quadrilha em Jaú, afirma o Gaerco.
Um dos integrantes da quadrilha ainda está foragido. Segundo o Gaerco, durante a operação foram apreendidos mais de 12 quilos de drogas, uma balança de precisão, vários veículos - cinco deles somente na última sexta-feira -, dezenas de celulares, cartões bancários, comprovantes de depósitos bancários efetuados em contas da quadrilha, agendas telefônicas, além de cartas recebidas com ordens de dentro do presídio e o estatuto do PCC. Os promotores estimam que todos os materiais apreendidos valham mais de R$ 500 mil.
“Certamente, a atuação da facção criminosa na região de Jaú ficará bastante enfraquecida após a prisão desta quadrilha”, afirma o promotor Luciano Gomes de Queiroz Coutinho, que coordenou as investigações.
Segundo o Gaerco, os presos negam os crimes e dizem não ser integrantes da quadrilha.