08 de julho de 2026
Nacional

Mortes caem 57% em blitz pós-lei seca

Por Kleber Tomaz | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a partir de levantamento feito nos três institutos médicos legais da capital, revelam uma queda de 57% no número de mortes no trânsito desde a implantação da lei seca, nos dias em que ocorreram as blitze da Polícia Militar.

Segundo informou a assessoria de imprensa do órgão, o secretário da segurança, Ronaldo Marzagão, atribui a redução à fiscalização da PM por meio da Operação Direção Segura, que ocorre sempre de quinta-feira a domingo e se tornou mais intensa após a lei federal 11.705 entrar em vigor em 20 de junho.

Na semana passada, o o número de abordagens por dia aos motoristas da cidade de São Paulo aumentou 80% após a entrada da lei, que prevê tolerância zero e até prisão para o motorista flagrado após beber.

De acordo com a secretaria, há um decréscimo no número de mortos envolvidos em acidentes de trânsito ao se comparar os 12 primeiros dias da ação da PM no mês de junho com os oito dias seguintes de blitz.

O levantamento do Instituto Médico Legal (IML) leva em consideração apenas o número de mortos registrados de quinta a domingo, justamente os dias em que acontece a Operação Direção Segura.

Não foram computados dados de vítimas fatais nos outros dias da semana. Os registros são das três unidades do IML na capital, nas regiões sul, leste e centro, que atende também as áreas norte e oeste.

Concluído na última sexta-feira, o levantamento revela que, nos dias 5 a 8 de junho, quando ocorreram blitze da PM, foram registradas 14 mortes. Entre os dias 12 a 15 de junho, 11 e, de 19 a 22 do mês passado, dez mortes.

Foi justamente durante a ação mais intensa da PM, de 26 a 29 de junho, que o IML verificou uma queda acentuada no número de vítimas fatais de trânsito -cinco. O mesmo número se repetiu no começo de julho, nos dias 3 a 6.

A Secretaria de Segurança informa, por meio de nota, que “para calcular o índice, os números dos três primeiros finais de semana de junho foram somados e divididos por três, para que se chegasse a uma média aritmética simples.”

O resultado foi de 11,7 mortes, continua a nota, que “se comparado ao número de mortes registradas no último final de semana de junho e no primeiro de julho, em que a lei já era conhecida do público, revela a queda de 57%.”