Rolando Boldrin, em seu programa dominical, Sr. Brasil, costuma dizer: “de onde menos se espera é que não nasce nada mesmo”. É a sua maneira de iniciar os casos que sempre conta durante a programação. Em Bauru está surgindo exatamente o contrário da afirmativa de Boldrin. O JC, por exemplo, está dando mais ênfase ao desenvolvimento da cidade, deixando de lado as manchetes sobre nossos vereadores e políticos para demonstrar o desenvolvimento regional com seu futuro promissor; isto é bom e louvável. Ainda recentemente, com a reportagem sobre a vida de Ernesto Monte Filho, observou-se, com entusiasmo, além, naturalmente, da historia internacional do “Ernestinho”, seus ensinamentos filosóficos para uma convivência salutar entre as pessoas. Disse o Ernesto, na entrevista, que para chegar aos 80 anos tão animado: “É não implicar com ninguém. Se você começa, não fica só em uma pessoa, você toma gosto e o leque é aumentado. Tem que ser tolerante, porque assim você reverte uma situação ruim. Se você enfrenta uma pessoa no mesmo diapasão dela, você cria discórdia. Mas se você for tolerante, amenizar e contornar, acaba ganhando um aliado.” Esta assertiva é uma realidade extraordinária. Existe o adágio, “quando um não quer dois não brigam”, que explicita a teoria usada pelo Ernesto como prática de vida e que lhe tem sido salutar no relacionamento com as pessoas.
No mesmo enfoque, isto é tolerância, vivência e convivência, constata-se o trabalho de “Menino de Rua” , poema da poetiza Ruth Souza Lopes, radicada em Agudos, e publicado em Acalanto, que Antonio Carlos Martins nos apresentou entusiasmado e com um coração transbordando de humanismo e compreensão para com os semelhantes, e fé no futuro, comentando uma realidade nacional “como problema nosso de cada dia” e que assimilou integralmente, tentando acalentá-lo Graças ao Divino Espírito Santo e ao Rotary, como está sendo galhardamente enfrentado em Bauru. Numa época em que muitos pais abandonam seus filhos, alguns até os atiram pela janela, em Bauru as crianças e adolescentes estão devidamente assistidas pelas Legiões, Mirim do Rotary, e Feminina dos Lions, cumprindo, assim, o dever legal de efetivar para elas, crianças, os direitos à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, e a convivência familiar e comunitária. Assim, não poderia deixar de registrar meu entusiasmo por tão dignas atitudes, e, se o permitir o JC, divulgar meu contentamento pelo estágio cristão a que estamos nos encontrando, na esperança de que essas sementes proliferem cada vez mais para nos assegurar uma sociedade mais fraterna e mais justa.
O autor, Itamir Crivelli, é advogado e colaborador de Opinião