Os navios que fazem os cruzeiros turísticos atualmente levam até mais de 3 mil pessoas, mais a tripulação de 700. Com tanta gente, o clima não é mais o mesmo. Não há mais o charme de antes com menor número de turistas. A tripulação é 90% composta de asiáticos, muitos gentis e atenciosos. O navio que viajamos agora nessa temporada, levando 2.600 passageiros e 700 tripulantes, tinha 14 andares.
No convés uma passarela para se fazer caminhada de 400 ou mais metros de extensão. No andar das piscinas (duas), aulas de ginástica, todas as manhãs e bingos à tarde (US$ 40 cada rodada e os prêmios também em dólares). Um cassino completo no mesmo andar onde fica o salão dos fumantes. Cada andar possui seu bar para um aperitivo ou um bate-papo.
Sua boutique com confecções femininas e masculinas, moda atual, nada de diferente das lojas comuns. Nos passeios em terra, quando o navio não pode atracar no cais por problemas técnicos, como em Punta de Leste, um barco leva os passageiros até o píer.
Os barcos parecem um ônibus, todo fechado com bancos, bem seguros. Há teatro, com programação diversificada apresentada depois do jantar. Muitos elevadores em todos os andares. As cabines com duas camas, nas externas, com bela vista panorâmica para o mar, as internas não possuem referidas janelas. Um minicampo de golfe favorece aos adeptos desse esporte, uma academia de ginástica bem a gosto dos que gostam de malhar.
O cruzeiro foi de sete dias, parando em Punta De Leste, Montevidéu, Buenos Aires. Valeu ainda mais com a companhia de meus filhos Armando Turtelli Junior, Dulce T. M. T. Lagreca.
Para esclarecimento: a empresa responsável pelo cruzeiro nos levou de van até o porto de Santos. Viajar faz bem ao corpo e a alma, nos transporta para outras terras, outras pessoas. É isso aí...”