Caros amigos pescadores, são contadas em todos os rincões brasileiros, nesse mundo fantástico da pesca , histórias estranhas e duvidosas de que os peixes se apegam a algumas pessoas e chegam a trocar carinhos com elas (coisa de escamas, digo, de pele). Até chegam a “conversar”.
Acho meio improvável. Aliás, achava! Isso mesmo, achava! Depois que eu soube da existência de um enorme pirarucu de “estimação”, pesando 100 quilos, pertencente a um amigo meu, passei a achar até que existe político honesto!
Estou falando de um grande pescador, o Ezequiel, da Pescarte, morador de Campinas. Há alguns anos ele esteve no rio Formoso, que, não tenho certeza, deve ser da região amazônica e se apaixonou (no bom sentido) por um belo e enorme pirarucu que acompanhava seu barco pelo rio.
Subia e descia o rio e lá estava ele, sorridente e feliz, nadando festivamente junto ao barco. Realmente foi um contato espiritual muito forte, pois o peixe se comunicava com o amigo Ezequiel. Coisa de louco! Entendiam-se no olhar! E olha que não era aquele “olhar de peixe morto”. Diga-se de passagem que o peixão esbanjava saúde e vida!
Pescaram juntos por um bom período; Ezequiel no barco e o “Pira“ (apelido carinhoso dado ao peixe) na água, indicando os cardumes. À noitinha, na parte rasa do rio, o grande “Pira” costumava se aconchegar no colo do inseparável companheiro. A foto ao lado comprova aquela estreita relação de amizade.
A cada volta do Ezequiel ao rio para pescar, repete-se o encontro do homem e do peixe. Coisas da natureza. Quem quiser ver de perto é só se comunicar com o peixe, digo, com o Ezequiel, e ir até lá!
Fernando Lucilha Júnior é pescador e contador de histórias.