10 de julho de 2026
Polícia

Testemunhas mantêm acusação a 3 policiais por morte de mecânico

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Nove das 12 testemunhas de acusação no processo sobre a morte do mecânico Jorge Luiz Lourenço, ocorrida em abril do ano passado em Bauru, foram ouvidas na tarde de ontem pela Justiça. Familiares, colegas e policiais militares foram ouvidos e questionados pelo juiz Benedito Antônio Okuno, pela defesa dos acusados pela morte do rapaz e também pelo Ministério Público. Os ex-policiais militares Lincoln César Cares, Renato Valderramas de Favari e Ricardo Antônio do Amaral, que foram denunciados por homicídio doloso qualificado e por fraude processual, também acompanharam os depoimentos.

A audiência realizada no salão do Tribunal do Júri começou pouco depois das 14h e durou cerca de quatro horas. Três testemunhas não compareceram: uma que se aposentou e se mudou de Bauru e duas que, apesar de intimadas, não compareceram. Para ouvir estas duas pessoas foi marcada nova audiência para o dia 22 de outubro.

O Ministério Público informa que as testemunhas mantiveram as informações que já tinham relatado durante os depoimentos prestados à Polícia Civil, na fase de inquérito policial. A advogada Fernanda Cabello da Silva Magalhães, que defende os policiais, avalia que os depoimentos foram positivos. “Parecem-me que sustentou mais a ainda linha de defesa, que os policiais agiram em legítima defesa”, pondera.

Assim que a Justiça terminar de ouvir as testemunhas de acusação será designada data para o depoimento das 24 testemunhas de defesa. Em seguida será realizada a alegação das partes e, então, será decidido se o caso vai ou não a Júri Popular.

Na noite do dia 5 de abril de 2007, o mecânico Jorge Luiz Lourenço pilotava uma moto Falcon vermelha com a placa virada. Quando se deparou com a PM, fugiu em alta velocidade. Foi perseguido e baleado na cabeça num matagal ao lado da avenida Rosa Malandrino Mondelli, no Núcleo Habitacional Mary Dota.

Um mês depois, os três policiais militares envolvidos no caso foram indiciados por homicídio em inquérito instaurado pela própria corporação.

O Ministério Público também ofereceu denúncia contra os três, embora no inquérito da Polícia Civil apenas dois tenham sido indiciados. Eles alegam inocência. No mês passado, os policiais foram demitidos da PM. Eles recorrem da decisão.