A realização de várias análises da água de poços particulares cadastrados pelo DAE possibilitou a constatação de contaminação dos recursos hídricos subterrâneos em Bauru. A informação consta em estudo elaborado pela bioquímica da autarquia Giselda Passos Giafferis apresentado no Congresso da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, em São Paulo.
Ela trabalhou com o professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Eduardo Luís de Oliveira. Com base em 223 amostras, eles classificaram os graus de contaminação. Os resultados apontam que 92 das amostras estão comprometidas por contaminação de nitrato.
Do total, 4,04%, estão com valores acima de 10 mg/l. Outras 30,94% estão com valores dentro do permitido, mas com indicação de início de contaminação, na faixa de 1 a 10 mg/l de nitrato.
Por fim, 54,15% das amostras não estão contaminadas. Para Giafferis e Oliveira, os dados demonstram o comprometimento do aqüífero Bauru, que coloca em risco o aqüífero Guarani, por apresentar possibilidades de existência de falhas geológicas.
A maioria dos poços contaminados está na região central da cidade. A situação evidencia infiltração por redes de esgotos antigas ou por córregos poluídos que cortam grande parte da cidade. Em agosto do ano passado, o DAE confirmou a contaminação de cinco postos particulares nesta área.