09 de julho de 2026
Articulistas

Dia Internacional do Amigo


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Enrique E. Febbraro, rotariano de Buenos Aires, que esteve em Bauru em 1985, em visita rotária, com o auxílio de sua esposa Ângela Bonfiati, escreveu milhares de cartas, enviadas aos Rotary Clubs de todo o mundo, durante vários anos da década de 1960, operou a façanha de ver a sua idéia consagrada com a criação do Dia Internacional do Amigo. A data foi ele mesmo que sugeriu: 20 de julho de 1969, dia em que o homem, pela primeira vez, pisou na Lua. A partir daí, todos os anos o Dia do Amigo é comemorado como uma data universal.

A pobreza, a doença e a violência que assolam a maior parte da humanidade, são o resultado do egoísmo, do desamor. Milhões de seres humanos da Ásia, da África e da América Latina vivem sem nenhuma dignidade, em estado de pobreza com todas as mazelas que isso traz. Os que têm a felicidade de desfrutar de uma vida digna, na preocupação de preservá-la, dedicam-se mais a se armar para se defender, do que em ajudar os menos favorecidos, para que eles saiam da miséria e deixem de representar uma ameaça. Isso acontece com os homens, individualmente, e com as nações. Os gastos com armamentos são incomparavelmente maiores que os gastos com alimentação, saúde e educação.

Febbraro precisava de alguma coisa simbólica para sensibilizar as pessoas a abraçarem a sua idéia de dedicar um dia à celebração da amizade, fomentando a paz e a fraternidade entre os homens e as nações. E esse simbolismo está gravado na placa que os astronautas deixaram na Lua: “Aqui, homens do planeta Terra pisaram na Lua pela primeira vez. Nós viemos em paz, em nome de toda a humanidade. Julho de 1969 a.D.”, e pela primeira comunicação da Lua para a Terra, feita por Neil Armstrong ao por o pé sobre o pó lunar: “Este é um pequeno passo para um homem; um gigantesco salto para a humanidade.”

Foi preciso o homem sair da Terra e observá-la de longe para sentir que estava carente de amor, como alguém que se distancia da família. “Pelo intelecto, o homem agiganta-se a cada passo da ciência e da tecnologia e, dia virá, talvez, em que ele possa, através da contemplação mais objetiva das maravilhas do Universo, chegar à realização do ideal que justificará a sua existência sobre a Terra – o ideal da paz universal.”

Celebremos esse dia abraçando nossos amigos.

O autor, Pedro Grava Zanotelli, é consultor e ex-presidente da Ordem dos Velhos Jornalistas de Bauru