10 de julho de 2026
Nacional

São Paulo proíbe a venda do antiinflamatório Prexige

Por Da Redação | Com Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Está proibida a venda e a distribuição do antiinflamatório Prexige, do laboratório Novartis, em todo o Estado de São Paulo. A medida, tomada pela Secretaria de Estado da Saúde por intermédio do Centro de Vigilância Sanitária (CVS) e válida por 90 dias, foi motivada pela ocorrência de reações adversas graves ao medicamento.

Em Bauru, farmácias começaram a retirar o remédio das prateleiras e já percebem queda na procura pelo produto, que vinha sendo considerado um importante aliado para o tratamento crônico dos sintomas da osteoartrite - um tipo de artrite que resulta em alterações anatômicas com conseqüentes repercussões nas articulações, especialmente nos joelhos, quadris e mãos.

“Era um medicamento muito vendido e hoje já não apareceu ninguém procurando. Mas não teremos prejuízo, porque o procedimento é devolver tudo para a distribuidora”, observa Paulo Sérgio Maurício, balconista de uma farmácia localizada na avenida Getúlio Vargas.

Em uma outra grande rede farmacêutica da cidade, funcionários informaram que ainda aguardavam receber a notificação do CVS para recolher o produto à venda no estabelecimento. “Por enquanto, não recebemos nada na nossa matriz, nem por parte da Vigilância, nem do laboratório”, diz um funcionário, que preferiu não se identificar.

De 2005 a 2007, o CVS recebeu 609 notificações de reações adversas previstas e não previstas na bula do medicamento, das quais 147 foram consideradas graves, como infarto, arritmia, hepatite, hemorragias, pancreatite, edema de glote, insuficiência renal, broncoespasmos e choque anafilático. Do total de notificações, 608 foram feitas pelo próprio laboratório, que é obrigado a relatar reações adversas comunicadas pelos consumidores.

Em outubro de 2007, a Secretaria de Saúde, com base nas notificações recebidas, sugeriu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o cancelamento do produto em todo o País. Um relatório sobre as reações adversas foi encaminhado ao órgão federal, que ainda não decidiu pela interdição em nível nacional.

O CVS irá comunicar as vigilâncias sanitárias municipais, que são responsáveis pela fiscalização de farmácias e drogarias, sobre a proibição. Também serão informadas as entidades de classe ligadas às áreas de medicina, enfermagem e farmácia, além do próprio laboratório, que deverá providenciar o recolhimento do produto no mercado.

O Prexige vem sendo proibido em diversos países, como Canadá, Reino Unido, Argentina e Austrália, dentre outros, em razão de reações adversas relatadas por consumidores. A Anvisa, em seu site, informa que, preocupada com a segurança do uso de medicamentos deste grupo (conhecidos como coxibes), tem permanentemente monitorado possíveis ocorrências de reações adversas associadas a eles.