08 de julho de 2026
Nacional

PF indicia Daniel Dantas e mais nove

Por Marcelo Gutierres e Deh Oliveira | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - A Polícia Federal indiciou ontem o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, e mais nove pessoas investigadas na Operação Satiagraha, que apurou crimes financeiros. Segundo o advogado Nélio Machado, que defende o banqueiro, eles foram indiciados por gestão fraudulenta e formação de quadrilha.

Dantas e outros noves diretores do grupo Opportunity investigadas na Satiagraha foram à PF ontem para prestar depoimento. Eles ficaram na PF por cerca de seis horas mas, por orientação da defesa, ficaram calados e não responderam às perguntas feitas pelo delegado Protógenes Queiroz, que deve encerrar ontem o relatório da Satiagraha. Eles deixaram a PF às 19h55 sem dar entrevista.

O advogado Nélio Machado encaminhou um documento a Protógenes no qual justifica o silêncio de seus clientes. No documento, o advogado diz que o inquérito está cheio de “vícios insuperáveis” e de “fatos estranhos, inusitados e irregulares que permeiam a investigação” desde fevereiro de 2007.

Machado também ressalta que houve vazamentos “abusivos” e “ilícitos” de informações do inquérito, além do cerceamento “intolerável” à atividade advocatícia. “O exercício da profissão (do advogado) está sendo violado”, diz.

Dantas chegou às 14h15 à sede da Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo. Ele entrou no prédio sem falar com a imprensa.

O indiciamento é um ato policial pelo qual o presidente do inquérito conclui haver suficientes indícios de autoria e materialidade do suposto crime. O indiciamento não significa culpa ou condenação.

Após o indiciamento, que costuma ser o ato final do trabalho do policial, o inquérito é analisado pelo Ministério Público Federal, que decide se apresenta ou não denúncia à Justiça Federal.