A comunidade japonesa de Bauru comemorou ontem os 35 anos de fundação do templo xintoísta Paulista Ginja, fundado em 1973 por cinco pessoas, sendo que apenas o aposentado Tsukane Tanaka, de 84 anos, continua vivo. Mesmo assim, ele afirma que a tradição vai sendo preservada por filhos e netos de outros fundadores.
Ontem, japoneses e descendentes de Bauru e região participaram do evento, que teve culto em homenagem aos antepassados, bênção dos veículos dos presentes ao evento, apresentação de taikô, almoço de confraternização e tarde festiva com festival de karaokê e sorteio de prêmios.
Também estiveram presentes representantes da igreja Kminoya Daijingu do Brasil, matriz das igrejas xintoístas, localizada em São Paulo. De acordo com o pastor Pedro Tunehico Miura, o templo Paulista Ginja é o único existente fora de São Paulo. “Aqui há muitos adeptos e foi desenvolvido um centro muito forte, muito grande. E dos fundadores, sobrou apenas o ‘seo’ Tanaka, que tem a missão de levar para os nossos descendentes a cultura e os ensinamentos que ele recebeu”, destacou, salientando que, além dos 35 anos da Paulista Ginja, a festa também celebrou o centenário da imigração.
Segundo o fundador Tsukane Tanaka, todo ano, a comunidade nipônica colabora e faz uma grande festa. “Fico muito satisfeito porque todos ajudam. Não é apenas uma cabeça”, disse, destacando que não imaginava que o templo alcançaria a dimensão atual, dos 35 anos de fundação.
Outro detalhe importante, de acordo com Tanaka, é a participação maciça da juventude na festa. Ele ressaltou que as crianças e jovens são bastante ativos e colaboram muito com a festa. “Tinha cinco fundadores, quatro morreram, fiquei sozinho, mas os filhos e netos estão sempre colaborando. Vai passando de geração para geração. Por isso fica uma festa grande todo ano”, disse.