O interesse da Prefeitura de Bauru em adquirir a sede do Serviço Social da Indústria (Sesi), localizada nas imediações da avenida Duque de Caxias, para a instalação da Secretaria Municipal de Educação e de outros projetos provocou críticas de alguns vereadores. Apenas um parlamentar defendeu a iniciativa do Executivo.
As maiores queixas são o alto valor a ser investido na compra do prédio (em torno de R$ 6 milhões) e a dificuldade do poder público local em dar a devida manutenção aos seus imóveis.
Conforme matéria do JC do último dia 15, a administração municipal tem intuito de transferir para o complexo a Secretaria de Educação, projeto de iniciação científica e creche municipal que hoje funciona no centro da cidade.
Para a vereadora Majô Jandreice (PC do B), a opção do prefeito é equivocada. “Com o dinheiro que se pretende investir na compra do prédio é possível construir um novo”, afirma.
Rodrigo Agostinho (PMDB) também pontuou a questão financeira, questionando que a prefeitura não terá dinheiro suficiente para a manutenção do complexo no caso de adquiri-lo.
Segundo Marcelo Borges (PSDB), a prefeitura peca por não dar a manutenção necessária aos imóveis que possui. Como exemplo, citou o Centro Rural de Tibiriçá, o CSU da Bela Vista e os estádios distritais. “O prefeito precisa explica melhor essa proposta porque só ficamos sabendo da negociação pelo jornal”, relatou o tucano, referindo-se à reportagem do JC.
Além disso, ele ressaltou que o atual governo está no fim do mandato e, por isso, essa discussão deveria ser feita pelo próximo administrador.
O único vereador a defender a proposta do Executivo foi João Parreira (PSDB). Na sua opinião, o Sesi tem interesse em construir nova unidade em terreno doado pela prefeitura no passado e, paralelo a isso, quer que o atual prédio continue com destinação pública para abrigar a secretaria e desenvolver atividades esportivas.
Em relação à proposta de compra do prédio do Sesi para instalação da Secretaria de Educação, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que o prefeito Tuga Angerami reitera as razões elencadas ao JC pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio.
Este ressaltou que o objetivo da aquisição do complexo do Sesi é fazer com que a administração deixe de pagar aluguel e ocupe os equipamentos esportivos e de lazer com programas da educação e também para atender à comunidade nos períodos noturnos.
Para avançar na proposta de aquisição do prédio, a prefeitura fez duas exigências de contrapartida. Uma é que o Sesi reaplique na unidade local o valor a ser pago pelas instalações da sede nos altos da cidade. A outra é que seja confirmada a construção do teatro que o Sesi planeja para Bauru e que amplie as vagas oferecidas hoje na cidade com o reinvestimento do valor da venda da unidade.