09 de julho de 2026
Geral

Festa de S. Cristóvão venderá cerveja e discutirá a Lei Seca

Por Luciana La Fortezza | Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A festa de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, terá uma novidade neste ano, marcado pela vigência da Lei Seca. As restrições impostas aos condutores, proibidos de consumir bebida alcóolica antes de dirigir, começam a ser discutidas no evento, que manterá a tradição de 43 anos com missas, bênção das chaves, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), de veículos, carreata além de quermesse.

E como é de costume, não faltará nem cerveja na confraternização do domingo. A iniciativa, no entanto, exigirá do fiel consciência, responsabilidade e a virtude moral da temperança. Neste processo, todos eles (como qualquer outro membro da comunidade) estão convidados a participar de uma mesa-redonda sobre a lei, que será realizada na Instituição Toledo de Ensino (ITE), no dia 5 de agosto, durante a semana da família.

“É um debate que ainda não existiu em Bauru. É uma iniciativa da Paróquia de São Cristóvão. Será das 20h às 22h30. Vamos fazer contato com alguns juristas, pessoas da Polícia Civil, Polícia Militar, Policiamento Rodoviário. Haverá a exposição da lei, alguns pareceres e diálogo. Vamos oferecer uma contribuição”, explica o pároco da igreja, Luiz Antonio Lopes Ricci. De acordo com ele, a função da igreja é trabalhar na conscientização.

“Tudo aquilo que é proibido pode ter efeito contrário. Lógico que no âmbito da lei civil, o Estado tem o dever de controlar, de punir. Mas nós, no âmbito da religião e da fé, partimos do pressuposto que é melhor formar a consciência. Temos de ajudar o cidadão a educar sua vontade, a beber com moderação, equilíbrio, o que é mais difícil. A virtude está sempre no meio. A Lei Seca tem mostrado resultado positivo. Somos favoráveis a ela”, comenta o pároco.

Ele informa que, durante as missas, alertará os católicos para a questão que, posteriormente, será discutida em mesa-redonda. “A Lei Seca pegou e a gente se alegra com isso. Esperamos que continue, que não seja só um momento. Refletimos, pensamos. Poderíamos tirar a cerveja da festa, mas não tiramos. Se não vende ali, o pessoal pode até buscar fora, até bebidas mais pesadas. Achamos por bem manter e formar a consciência das pessoas”, reitera Ricci.

Segundo ele, alguns casais já estão se organizando para um beber e o outro dirigir. “A Igreja trabalha com aquele esquema de chamado e resposta. Nós propomos e a pessoa livremente deve responder. Há um chamado para a responsabilidade, para a defesa da vida – pessoal e dos outros. Cada um é livre para decidir. Nessa festa vamos conscientizar para a virtude da temperança, ou seja, ser moderado, comedido. É uma das quatro virtudes cardeais”, explica o padre.

As outras são as virtudes da prudência, da justiça e da fortaleza.

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História

A festa de São Cristóvão é comemorada no dia 25 de julho. Neste ano será na próxima sexta-feira. Também patrono dos viajantes, ele nasceu em 251 depois de Cristo. Seu nome, no entanto, era Kester. Morreu em Lycia, atualmente Turquia.

Segundo reza a tradição, ele era um gigante que ajudava as pessoas a cruzarem o rio. Um dia, um pequeno menino pediu auxílio. Ele o colocou nos ombros e começou a atravessar. Mas a cada passo, a criança ficava mais pesada. São Cristóvão se esforçava ao máximo para salvar o menino.

De repente, a criança se revelou a ele como sendo Jesus Cristo. Lhe disse que ele havia transportado mais que o mundo inteiro. Cristóvão justamente significa aquele que carrega Cristo. Suas relíquias estão em Roma e Paris e ele é invocado contra acidentes.

Uma tradição antiga diz que quem olhasse a imagem de São Cristóvão passaria aquele dia sem qualquer dano. Daí a grande quantidade de imagens e pinturas do santo nas igrejas, lojas e residências.