Elas estão por todos os lugares: celulares, lanternas, MP3 players, gravadores, controles remotos, calculadoras, celulares, máquinas fotográficas, brinquedos e muitos outros equipamentos que aumentam o conforto do dia-a-dia e proporcionalmente o risco para o meio ambiente. Caso não sejam descartadas de forma adequada, as pilhas e baterias representam risco à saúde e também de contaminação do solo. Mas de acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), o descarte nos postos de coleta só aumenta após campanhas efetuadas pela pasta.
As pilhas e baterias apresentam em sua composição metais considerados perigosos à saúde e ao meio ambiente, como mercúrio, chumbo, cobre, zinco, cádmio, manganês, níquel e lítio. De acordo com a Semma, nos três postos de coleta espalhados pela cidade são recolhidos dez quilos de pilhas e baterias todos os meses, evitando que estas pequenas fontes de contaminação parem no aterro sanitário.
Valcirlei Gonçalves da Silva, titular da pasta, relata que logo após uma campanha a coleta aumenta e, depois, estabiliza. “O número tem crescido, mas não de forma expressiva. Para isso, procuramos sensibilizar a população sobre a importância do descarte correto”, observa o secretário. Silva destaca que a Semma trabalha em parceria com os fabricantes de pilhas e baterias e também com empresas especializadas para dar a destinação correta a esses produtos usados.
Apesar de muitas unidades produzidas no País já saírem da fábrica seguindo níveis mínimos de metais estipulados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a Semma recomenda que todas as pilhas e baterias sejam descartadas nos postos de coleta. Como muitos outros produtos, as pilhas também podem ser falsificadas ou contrabandeadas, fugindo das normas de segurança ambientais.
Iniciativa
Muitas vezes, uma ação individual pode conscientizar muita gente. Há cinco anos, um bauruense que preferiu não ter seu nome divulgado, recolhe pilhas e baterias na porta de sua empresa, na quadra 5 da rua Manoel Bento Cruz, no Centro. Ele conta que há anos é filiado à Organização Não Governamental (ONG) internacional Greenpeace e sempre procurou manter hábitos para não agredir o meio ambiente.
Ele conta que tomou a iniciativa de colocar o tambor para recolher pilhas e baterias ao não encontrar locais de coleta destes objetos. “Eu não encontrava lugares que pudessem receber estes materiais, então resolvi que ia oferecer isso”, lembra.
• Serviço
A Semma recebe pilhas e baterias na sua sede, localizada na avenida Nuno de Assis, 14-60, e no Poupatempo. As lâmpadas fluorescentes podem ser levadas à sede da Semma.
____________________
Lâmpadas fluorescentes
Desde março, o cidadão que possui lâmpadas fluorescentes em sua casa também pode fazer o descarte correto gratuito do objeto. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) passou a receber da população e também de micro, pequenas e médias empresas, no limite de até 30 unidades por ano, sem cobrar nada, as lâmpadas que contêm mercúrio em sua composição.
A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) também recolhe essas lâmpadas, mas as descartadas por grandes empresas, que consomem esses produtos em maior quantidade.
Para esses consumidores, a Emdurb cobra R$ 0,60 a unidade. Pela sua composição, essas lâmpadas não podem ir para o lixo comum, para evitar problemas à saúde e prejuízos ambientais.
A Emdurb recebe entre 300 a 500 lâmpadas por mês. Quando reúne 3 mil unidades, é acionada a empresa responsável pela descontaminação das lâmpadas. Após o tratamento do lote, cada estabelecimento que entregou suas unidades recebe um certificado de descarte ecológico.