Porto Alegre - Um choque na madrugada de ontem entre um ônibus e um caminhão na BR-386, em Fazenda Vilanova (86 quilômetros de Porto Alegre), causou a morte de 13 pessoas e feriu outras 22. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o asfalto molhado pode ter causado o acidente.
A batida foi por volta das 4h15. O caminhão conduzido por Carlos Moacir da Silva, 42 anos, da empresa Giovanella, teria invadido a pista contrária e atingido o ônibus da empresa Ouro e Prata sobre uma ponte.
O ônibus, que fazia o trajeto de 570 quilômetros entre Porto Xavier e Porto Alegre, arrancou uma mureta de proteção e tombou sobre a ponte. Havia 35 pessoas dentro do veículo.
Quase toda a lateral esquerda do ônibus foi arrancada com o impacto. Passageiros que estavam do lado da colisão foram atingidos por um contêiner vazio transportado pela carreta. Os dois motoristas e 11 passageiros morreram no local.
Equipes de socorro chegaram ao local cerca de 30 minutos após o acidente. Levaram os feridos para hospitais nos municípios de Estrela e Lajeado. Quando a maior parte dos feridos já havia sido resgatada, bombeiros encontraram um bebê de 7 meses vivo em meio aos destroços. Ilesa, Gabrieli Vitória Wigman foi entregue à mãe, Noeli Wigman, uma das feridas atendidas no município de Estrela.
No final da tarde de ontem, 16 dos 22 feridos já haviam sido liberados. Nenhum deles corria risco de morte.
No Instituto Médico Legal (IML) de Lajeado, parentes e amigos das vítimas buscavam notícias. A identificação dos mortos demorou 12 horas. Em alguns casos, os corpos só foram identificados por meio de impressões digitais. “É terrível, minha sobrinha passou oito anos se tratando de problemas nos rins e morre quando já estava curada”, disse Leoni Trapp, 40 anos, após a confirmação da morte de Fabiane Olívia Maders, 13 anos.
A PRF, que interditou o trânsito no local do acidente por seis horas, informou que os tacógrafos (equipamentos que registram velocidade) dos dois veículos indicavam que nenhum deles estava acima do limite de 80 km/h para aquele trecho da rodovia.
A empresa Ouro e Prata providenciou assistência para feridos e parentes dos mortos.
O caminhoneiro Carlos Moacir da Silva viajava do porto de Rio Grande (extremo sul do Estado) a Estrela para abastecer o contêiner com leite em pó para exportação. A reportagem não conseguiu contato com responsáveis pela empresa Giovanella.