10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Gerente de posto contesta o Ipem

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 2 min

O gerente de um dos três postos que tiveram bombas de combustíveis lacradas após fiscalização do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), José Pires Rodrigues, contesta as informações divulgadas pelo órgão à imprensa. Conforme divulgado ontem no Jornal da Cidade, na última segunda-feira o Ipem - autarquia vinculada ao governo estadual - desencadeou uma blitz em Bauru a partir de operação semelhante realizada na Capital paulista, em junho, que flagrou desvio no fluxo de combustíveis que deveriam chegar aos tanques de veículos abastecidos. Na ocasião, determinada porcentagem do produto voltava para a bomba, acarretando prejuízos para o consumidor.

Rodrigues relata que “não é verdade” a afirmação de que o consumidor que abastece em postos da rede Unicar - responsável pelos três estabelecimentos cujas bombas foram lacradas pelo Ipem - estaria sendo prejudicado pelo desvio de fluxo de combustível. Ele, inclusive, desafia algum especialista na área a provar a ocorrência de tal procedimento.

“Se existe alguma peça diferente (na bomba), como algumas que eles pediram para substituir, elas estão sendo trocadas. Mas há uma solda no alumínio e não somos especialistas nisso”, relata. Rodrigues nega que tenha sido feito algum tipo de adulteração nas máquinas lacradas. Diante disso ele afirma que, em Bauru, não há uma empresa especializada para fazer o trabalho de assistência técnica nas bombas de combustíveis.

Para o gerente, cujo posto fica localizado na avenida Rodrigues Alves, 13-32, (os outros ficam na rua Antônio Alves, 19-19, e Ezequiel Ramos, 8-35), um dos motivos que levaram à fiscalização do Ipem foi a concorrência do setor na cidade. “Praticamos preços justos e outros praticam preços abusivos. Uma vez que você vai contra esse sistema, você será atacado”.

Para que as bombas lacradas voltem a funcionar, é necessário que o posto solicite a presença de um mecânico para que sejam feitos os reparos necessários. Após isso, é obrigatória a presença de um técnico do Ipem, que fará a inspeção das bombas. Segundo Rodrigues, o posto gerenciado por ele recebeu autorização para fazer os reparos necessários no final da tarde desta terça-feira, e deverá solicitar a presença de um técnico do Ipem no estabelecimento ainda hoje.

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‘Atitude normal’

O diretor técnico do Ipem em Bauru, Luiz Antônio Brizzi, classifica a contestação do gerente do posto, José Pires Rodrigues, como “normal”, uma vez que todos têm o direito de se defender. Para Brizzi, no entanto, não há irregularidades na fiscalização.

“Estamos com tudo registrado com fotos”, aponta. Ele também reafirma o que disse anteontem ao Jornal da Cidade, quando relatou que não houve flagrante, apenas foram encontrados indícios de irregularidades.

“Não a detectamos (a fraude), mas tudo indica que isso ocorrreu, ou que ia acontecer”. Ainda segundo Brizzi, o órgão fiscalizou outros postos de Bauru e não encontrou irregularidades até o momento. Os postos que tiveram bombas lacradas receberam um auto de infração e têm dez dias para apresentar defesa. Se for aplicada, a multa pode variar de advertência até R$ 50 mil.