09 de julho de 2026
Internacional

Obama atrai milhares em discurso na Alemanha

Folhapress
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Berlim - O virtual candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, discursou em Berlim por uma maior colaboração entre os países da União Européia (UE) e os EUA no combate aos “desafios do século 21”, o aquecimento global e, principalmente, o combate ao terrorismo no Afeganistão e Paquistão.

Obama, que foi ovacionado pelos milhares de alemães presentes, afirmou que houve diferenças entre os EUA e a Europa e que haverá diferenças no futuro, “mas a colaboração e a parceria entre as nações é o único caminho para avançar nos propósitos comuns”. “Agora é hora de construir pontes entre os países. Derrotar o terrorismo e nos juntar contra os muçulmanos que vivem pelo ódio em vez da esperança”, disse Obama, em discurso em frente à Coluna da Vitória, no parque Tiergarten.

O democrata pediu que os países europeus trabalhem com os EUA no reforço do combate aos militantes terroristas da Al-Qaeda e do Taleban no Afeganistão, um dos locais que visitou durante sua viagem internacional.

No Afeganistão, Obama reiterou sua proposta de enviar ao menos mais duas tropas de combate ao país. A chanceler alemã, conservadora Angela Merkel, deixou claro contudo que o país manterá sua oposição ao envio de tropas de combate ao país.

“O muro de Berlim trouxe novas esperanças, mas mostrou que os perigos não estão mais dentro das fronteiras dos países”, disse Obama, reiterando seu pedido por um esforço global no combate aos riscos do armamento nuclear e do terrorismo.

Embora não tenha citado diretamente o atual presidente George W. Bush, Obama aproveitou o discurso para reiterar que pretende estreitar as estremecidas relações diplomáticas entre EUA e Europa, caso seja eleito presidente. “Na Europa, a visão de que a América é parte do problema e não um parceiro se tornou muito comum. Ainda haverá diferenças entre os países e a mudança em Washington não tornará o fardo mais leve, mas a cooperação entre os países é o único caminho”, ressaltou.

As relações entre Alemanha e EUA ficaram estremecidas com a oposição alemã à invasão americana no Iraque. O presidente Bush é impopular no país e Obama é visto como uma esperança de novos rumos para as relações do país.

Por isso, os alemães estão seguindo de perto a campanha presidencial americana e, segunda uma pesquisa recente, 76% deles votariam em Obama contra apenas 10% que indicaram preferência ao seu rival republicano, John McCain.