Para o governador, nada de dor! Tudo bem suave e light. Afinal, ele não é pobre e ainda tem poder. Hoje deu em tudo que é meio de comunicação: “Governador Sérgio Cabral, não se dá mal”. O homem já cometeu tantos crimes de trânsito que possui 34 pontos na carteira de motorista. Agora, você acha que ele perdeu a licença pa ra dirigir? Imagina que seria possível um “insulto” desse a uma autoridade dessa. Êh, meu Brasil brasileiro.
Interessante salientar que ele governa o Rio de Janeiro. Nossa! Tem razão o Estado estar do jeito que está. Nem o governador segue as leis, imagina os bandidos assumidos. Aliás, bandido assumido é mais honesto que político escondido. Pelo menos eles têm ética ao assumir sua “profissão” e vontade de riquezas ilícitas. Penso que nossos políticos poderíam aprender alguma virtude com isso.
Bom, mas para os bandidos assumidos lá do RJ tem a Tropa de Elite. Que será que temos que fazer aqui pra arrumar um “Bope” para políticos corruptos que criam leis e não submetem-se a elas? Esses dias, ouvi num café filosófico: “Direitos iguais para todos é uma utopia política que dá náuseas a quem conhece o Brasil de hoje”.
Só para lembrar: estamos em tempos de Lei Seca. Muitos motoristas estão perdendo suas CNHs pelo Brasil afora. Isso, pois, pessoas embriagadas correm muito com seus carros, furam sinais vermelhos, atravessam bloqueios sem autorização etc. Não sei se o governador do Rio dirige embriagado, mas as infrações que ele já cometeu são essas mesmas que acabei de citar agora. A diferença é que bêbados, quando pobres, não dirigem mais, porque isso está na lei; ricos, porém, quando infratores, perdem... ah, nem perdem nada! Porque estão acima da lei.
Como eu gostaria de saber qual é o número dos eleitores que votaram no governador do RJ, e descobrir quantos destes já perderam suas carteiras de habilitação. Que paradoxo interessante: eleger alguém que tira minha licença por qualquer motivo, mas não perde a dele de jeito nenhum.
O filme Batman está novamente em cartaz nos cinemas. Cinema, porém, sempre cobra uma ida de carro, não é?! Quem tem carro e habilitação assiste, quem não tem espera sair em DVD. Duvido muito que o senhor Sérgio Cabral possa querer ir ao cinema e não consiga fazê-lo. Dê certo, hoje ainda ele pode pegar seu carro de última geração, colocar o braço pra fora da janela, ligar um celular, furar uns semáforos e... ir ao cinema que desejar. Afinal, ele é rico, e lei é chinelo de dedo, só vai servir para pobres mesmo.
O autor, Wellington Anselmo Martins, é estudante do 3º ano Filosofia da USC - Bauru