10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Chega de discriminação no governo Tuga


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Depois de muita luta do Sinserm e dos servidores, conseguimos finalmente estender, a partir de junho/08, o pagamento do tíquete-refeição aos serventes, merendeiras e outros profissionais de apoio da educação. Tuga se recusava a pagar alegando que esses servidores tinham contato com a merenda escolar. Alegação absurda. O que ele queria era fazer besta economia às custas dos profissionais de apoio. O sindicato denunciou, fez ato público, protesto, foi à Câmara e entrou na Justiça.

Ao abrirmos a campanha salarial em março deste ano, o Sindicato exigiu da prefeitura o fim dessa discriminação. Finalmente, em junho o pessoal de apoio recebeu os tíquetes, o que é uma vitória da luta.

Mas como este governo é o campeão da discriminação, cometeu uma barbaridade com o pessoal que faz jornada de seis horas. Depois de pagar o tíquete para eles também, Tuga voltou atrás e mandou descontar o mês que haviam recebido, gerando justa revolta nestes servidores.

O governo alega que a lei do tíquete não prevê o pagamento para seis horas e que a decisão da Justiça gera interpretações diferentes sobre o assunto. Ora, foi Tuga mesmo quem fez essa lei, aprovada pelos vereadores. E estes, votaram para excluir o pessoal de 6 horas ou não? Das duas uma, ou todos exigimos que Tuga use essa lei a favor dos servidores de 6 horas ou que se modifique a lei imediatamente para garantir-lhe o direito. O que não dá é para excluir novamente parte da categoria que recebe salários miseráveis, só porque cumprem jornada de seis horas. Sr. prefeito, estes servidores não comem? Não têm família? Não têm direitos?

Em vista disso, o Sinserm está coletando um abaixo-assinado junto a toda a categoria, pressionando para que a Administração pague o tíquete para o pessoal de seis horas, acabando com mais esta discriminação. Além disso, o abaixo-assinado pede para que esse benefício seja estendido para toda a categoria, pois os salários são baixos de uma forma geral e precisam ser complementados com a alimentação.

No mesmo sentido o abaixo-assinado pleiteia o vale-transporte para todos os servidores que precisam do transporte coletivo para ir trabalhar, como é na legislação federal. Tuga discrimina quem ganha acima de R$ 1.000,36, pois não lhes paga o vale-transporte. Tem servidores com mais de 60 anos de idade que, cansados, tem que ir a pé do Gasparini ou do Otávio Rasi até a Usina de Asfalto. Isto é desumano. O limite de corte salarial deve servir para isentar os salários mais baixos de qualquer contribuição para o transporte, mas não para excluir quem precisa do vale-transporte.

No próximo dia 05/08/2008 (3ª feira), o Sinserm está convocando assembléia para toda a categoria para discutir e votar sobre estes e outros assuntos de interesse da categoria. A luta continua!

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região - Sinserm -Conlutas