São Paulo - A taxa de mortalidade infantil de São Paulo em 2007 atingiu 13,1 mortes por 1.000 crianças de até 1 ano nascidas vivas, um dos menores índices da história do Estado, de acordo com a Secretaria da Saúde. Em 1977, o Estado registrou um dos índices mais altos, com 78 mortes registradas por 1.000 nascidos. Se comparado ao índice de 2007, a queda foi de 82% nos últimos 30 anos. Os dados divulgados ontem apontam uma diminuição de 46,7% em relação a 1995, quando o índice foi de 24,6 mortes por 1.000 bebês nascidos. “Foram mais de 100 mil vidas poupadas neste período”, disse o governador José Serra (PSDB), referindo-se ao período de 1995 a 2007.
O balanço foi feito pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) com dados da secretaria estadual. De acordo com o órgão, a taxa de 2007 teve uma queda de 11,5% na comparação com 2003, quando o índice registrado foi de 14,8.
Na Grande São Paulo, o índice do ano passado foi de 12,9. No ano anterior foi de 13,3; em 2005 foi 13,4; em 2004 registrou 14,4; e em 2003, 14,8, segundo a secretaria.
O índice de mortalidade infantil no Brasil, em 2006, último registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 24,9 mortes por 1.000 nascidos vivos. “Dos 645 municípios paulistas, 261 apresentaram índice inferior a dez, que pode ser comparado a países desenvolvidos”, disse o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas. Ele citou como exemplo as cidades de Rio Claro, com 6,7 mortes, Barretos, com 7,2 e Santana de Parnaíba, também com 7,2.
José Serra atribuiu a queda no índice a quatro pontos: ações de saneamento básico, vacinação, ampliação dos cuidados no parto e pós-parto e acompanhamento do pré-natal.
A secretaria também divulgou os piores índices do Estado. De acordo com Barradas, a maior taxa foi registrada na região da Baixada Santista, com índice de 18,7, seguidas pelas regiões de Araçatuba, com 16,1 e de Sorocaba com 15,9. O município de Praia Grande teve o pior índice, com registro de 22,3 por 1.000 nascidos. “Deve-se investir mais em saneamento nessas regiões. Com isso o índice irá cair”, afirmou o governador.