11 de julho de 2026
Polícia

Em rodovias, mortes por acidentes são o dobro

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

No primeiro semestre deste ano, o total de acidentes fatais nos seis mil quilômetros da circunscrição do 2º Batalhão de Polícia Militar Rodoviária é praticamente o dobro em relação aos homicídios registrados pelo Comando de Policiamento do Interior – 4 (CPI-4), que abrange 89 municípios. São 138 contra 70, em áreas coincidentes. A imprudência dos motoristas ajuda a explicar os números, segundo o subcomandante do batalhão, major Benedito Roberto Meira.

“Basta andar na rodovia para perceber a quantidade de pessoas que infringe a legislação. Quantidade impressionante. Faço uma viagem daqui e pego a SP-225, que liga Bauru ao trevo da rodovia Castelo Branco. Com a viatura, dificilmente neste trecho não constatamos pelo menos cinco infrações. Total irresponsabilidade”, comenta.

De acordo com ele, a legislação tem que punir com mais rigor os infratores. “A Lei Seca já conseguiu ter esse impacto na redução de acidentes. Uma simples medida traz um efeito bastante benéfico. O furto, roubo, homicídio têm relação muito grande com a impunidade. Na rodovia acontece a mesma coisa. Qual a possibilidade dele ser fiscalizado e autuado por um policial militar rodoviário?”, questiona o subcomandante.

Ele próprio admite ser baixa, uma vez que são 850 homens para seis mil quilômetros de rodovia. Com o objetivo de amenizar a situação, o Policiamento Rodoviário solicitou ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER) radares fotográficos estáticos (popularmente conhecidos como móveis). “Parece que vai ter resultado. É para operarmos. A idéia é um por área de pelotão rodoviário. No batalhão seriam 15. Bauru receberia um, Botucatu outro, Jaú outro, Lins outro”, cita Meira.

De acordo com ele, para operar o radar é necessário um estudo técnico. “Seria feito um trabalho em conjunto com os engenheiros do DER. Nós temos a identificação dos pontos críticos da nossa região. Em cada ponto crítico seria feito um estudo técnico. É um requisito para operar radar. Se recebermos os equipamentos, vamos ampliar as áreas com estudo técnico para operar radar”, informa.

O major acrescenta que a maioria dos acidentes ocorre no período noturno, quando a visibilidade diminui. Além disso, o número de acidentes envolvendo motocicletas é crescente. “Já estamos chegando a 25% de fatalidade. Antigamente eram 12%. Aumentou para 20% e, agora, 25%. Isso nos três anos anteriores”, finaliza.