08 de julho de 2026
Polícia

Caminhoneiros elevam estatísticas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

A incidência de acidentes fatais envolvendo caminhoneiros também é crescente. Não por acaso, parte dos condutores de caminhões dirige sob influência de drogas e rebite (estimulantes), informa o subcomandante do 2º Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, major Benedito Roberto Meira.

“Estive recentemente no Espírito Santo participando de um simpósio sobre roubo de carga. Lá, um policial rodoviário federal fez uma exposição sobre uma pesquisa elaborada no Estado deles. Era voltada não só para detectar o problema de roubo de carga, mas também o relativo a trânsito. Pegaram um universo de 600 caminhoneiros, que deram autorização para fazer coleta de sangue. Exame toxicológico. 26% desses pesquisados são usuários de drogas: maconha, cocaína e crack”, conta o oficial.

Ainda segundo ele, o roubo de carga tem relação direta com droga. Tem motorista que simula o assalto para obter recurso e assim pagar dívida da droga. Mas sob efeito de entorpecentes, arriscam todos os outros motoristas. “Não tem condições mínimas de dirigir. Isso aliado ao problema do rebite. Segundo consta, pelo menos 30%, 40% dos motoristas usam rebite. Se considerarmos os que usam drogas e rebite, temos universo muito grande de motoristas nas rodovias sob efeito de droga, sem contar embriaguez”, acrescenta.

Meira ainda informa que, a cada quatro acidentes com vítimas fatais, um envolve caminhão. No entanto, a proporção da frota de caminhões com a de automóveis no Estado de São Paulo é de um para 20.