09 de julho de 2026
Regional

Corte de funcionários ocorre em momento de alta lucratividade

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

Botucatu - O programa de reestruturação implementado pela Embraer, tendo como principal impacto as demissões, gera estranheza porque vem em um momento em que a multinacional apresenta resultados econômicos altamente favoráveis.

No fim do mês passado, a Embraer, líder na fabricação de jatos comerciais com até 120 assentos, informou que seu lucro líquido cresceu 73% no primeiro semestre do ano comparando com o mesmo período de 2007, e foi para R$ 239,7 milhões.

Apenas no segundo trimestre, o resultado registrou alta de 121% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, para R$ 176,3 milhões.

Na época, a empresa relatou que a carteira de pedidos firmes em 30 de junho de 2008 alcançou a marca recorde de US$ 20,7 bilhões, incluindo vendas para o mercado de aviação executiva.

Investidores

Para não traumatizar os seus investidores com o anúncio de corte de 250 funcionários, a empresa recheou o comunicado à imprensa divulgado ontem com projeções otimistas:

“A Embraer segue firme em seu processo de crescimento e melhoria de seus resultados, e confirma as previsões de entregas de aeronaves e projeções econômico-financeiras anteriormente divulgadas”.

Desta forma, a empresa sinaliza para o mercado financeiro que os lucros dos investidores estão resguardados pelos números positivos.

No entanto, o comunicado não dedica uma linha para explicar a necessidade de demitir.

Para o JC, anteontem, a empresa, por intermédio de sua assessoria de imprensa, definiu o corte de postos de trabalho como um “ajuste em sua estrutura organizacional afetando posições gerenciais e administrativas”.

“Movimento que ocorre com relativa frequência em organizações industriais de grande por como é o caso da Embraer”, justificou a assessoria da multinacional brasileira.