10 de julho de 2026
Nacional

Defesa pede à Justiça Federal no Rio o arquivamento do processo contra Cacciola

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O advogado Carlos Ely Eluf pediu à Justiça Federal no Rio de Janeiro o arquivamento do processo contra o ex-banqueiro Salvatore Cacciola que tramita na 2.ª Vara Federal Criminal, por emissão de debêntures sem lastro. A defesa argumenta que o ex-banqueiro não pode responder a nenhum outro processo criminal no Brasil diferente do que originou a extradição.

Cacciola chegou ao Brasil no dia 17 de julho após ser extraditado de Mônaco, onde estava preso desde setembro do ano passado. Pelo acordo, o ex-banqueiro poderá responder somente pelo processo que tramita na 6.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, no qual ele responde pelo crime de gestão fraudulenta.

A Justiça Federal ainda não analisou o pedido da defesa de Cacciola e já agendou interrogatório para a próxima quarta-feira. Eluf disse que espera uma decisão favorável da Justiça, uma vez que já conseguiu suspender um outro processo contra Cacciola que tramita na 5.ª Vara Federal Criminal do Rio.

“Não acredito que a Justiça vá negar o pedido, porque já foi concedida a anistia (a Cacciola] no acordo da extradição. Se a Justiça negar, vai criar um incidente diplomático com Mônaco”, afirmou Eluf.

No dia 25 de julho, a juíza federal Simone Schreiber, da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, suspendeu o processo contra Cacciola por crimes contra o sistema financeiro.

O ex-banqueiro está preso na Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira - Bangu 8, na zona oeste do Rio de Janeiro, desde a madrugada de 18 de julho.

No pedido apresentado à Justiça, a defesa de Cacciola alegou violação do acordo de extradição. Pelo acordo, o ex-banqueiro poderá responder somente pelo processo que tramita na 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, no qual ele responde pelo crime de gestão fraudulenta.