11 de julho de 2026
Nacional

Investidores vão seguir de perto índices de inflação

Folhapress
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São Paulo - Apesar de menos intensa, a agenda da semana não deverá dar trégua ao mercado financeiro. No centro das atenções dos investidores estará a divulgação de índices de preços.

Na quinta-feira, será apresentado nos EUA o resultado do índice de preços ao consumidor do país -conhecido como CPI. Com a ameaça inflacionária ainda incomodando os investidores, o mercado internacional está sensível a qualquer indicador de preços menos confortável. A expectativa é a de que o CPI aponte inflação de 0,4% no mês passado. Na semana passada, os dirigentes do Fed (Banco central dos Estados Unidos) optaram por manter a taxa básica de juros americana em 2% anuais.

Mais do que a decisão em si, o que tranqüilizou o mercado foi a nota que o Fed divulgou após o final de seu encontro, em que deu sinais de que um novo ciclo de alta das taxas de juros no país deverá levar ainda algum tempo para ser iniciado.

No Brasil, foi divulgado na sexta passada o resultado do IPCA. O índice de preços, que serve para o Banco Central monitorar a sua meta de inflação, apresentou variação de 0,53% em julho, abaixo do 0,74% do mês anterior.

Hoje, a Fipe divulga a primeira prévia de agosto do IPC, que dará sinais de como anda a pressão inflacionária. Para a Bovespa, quanto menor a inflação, melhor. Isso porque, se as pressões inflacionárias persistirem, o Copom poderá se sentir obrigado a elevar de forma mais intensa a taxa básica de juros.