Uma reunião entre o pivô Atílio e diretoria do GRSA/Bauru Basketball Team, realizada ontem, selou o consenso entre clube e atleta e colocou ponto final no imbróglio, que vigorava desde o mês passado, quando o atleta, seduzido por uma proposta do Paulistano, abandonou os treinamentos do time, mesmo com contrato vigente até o final do ano.
Perante à diretoria do GRSA, o atleta teria concordado com o pagamento da multa contratual ao clube, que, após o encontro, liberou o jogador para defender o time da capital no Campeonato Paulista. “Ele está livre para seguir com sua vida e nós com a nossa”, comenta Rodrigo Coube, presidente do clube, que não revelou as bases do acordo com o agora ex-atleta do time bauruense.
“Parte do acordo é a não divulgação dos termos e valores”, esquiva o dirigente, garantindo que o GRSA não cedeu na busca pelos direitos contratuais sobre o jogador. “Cedemos apenas no sentido de aceitar a negociação”, resume Coube. “Restam apenas alguns detalhes burocráticos, mas já podemos assegurar que o Atílio não é mais integrante de nosso plantel”, anuncia.
Com a concretização da saída de Atílio, na iminência de assinar com o Paulistano, resta agora ao técnico Jorge Guerra, o “Guerrinha”, buscar alternativas dentro do próprio grupo para escalar um pivô titular. “A princípio, tanto o Filé quanto o Renato podem suprir essa vaga, de forma revezada”, detalha o treinador, que não descarta a possibilidade de reforços durante a disputa do Estadual. “A saída do Atílio abre espaço para a vinda de um segundo jogador norte-americano”, observa Guerrinha.
No entanto, o técnico mostra consciência das restrições financeiras, que impedem novas contratações imediatas nesse porte, já que o time acaba de investir na vinda do ala armador norte-americano Larry Taylor, de 27 anos, apresentado oficialmente semana passada. “Trazer um jogador estrangeiro tem algumas implicações, entre elas problemas com visto, além de moradia e outras despesas”, aponta. “Mas estamos em contato com alguns atletas”, ressalva o técnico, ao reiterar a sondagem sobre os estrangeiros Aarson Harisson, o “Big A”, e com o pivô Big George, que jogou em Bauru no ano de 2001, ao defender o Tilibra/Copimax.
Quem pode acertar com o GRSA até o final da semana, segundo o presidente Rodrigo Coube, é o armador Henrique. O atleta, formado nas categorias de base em Franca, treina com o grupo bauruense desde a semana passada e teria sido bem avaliado. “Talvez nessa semana a gente defina (a possível contratação)”, adianta o dirigente.
Ritmo de jogo
Para não ficar apenas nas rotinas de treinos, o time segue em busca de amistosos e confirmou participação em torneio preparatório, no final do mês, disputado em Ibaté, cidade próxima à São Carlos. Segundo Guerrinha, é provável que, ainda nesta semana, o GRSA acerte a realização de um amistoso contra o time de Americana. Existe também a possibilidade de um jogo amistoso contra Brasília. “Estamos na expectativa de uma boa preparação, com jogos que darão ritmo ao grupo, para ‘destravar’ do treinamento”, acentua o técnico, que, no dia 18, participa de uma reunião, na sede da Federação Paulista de Basquetebol, onde serão discutidos critérios técnicos do Estadual, com início em meados de setembro. Outro encontro, que também terá a presença de representantes do GRSA/Bauru, está marcado para Rio Claro, no final de semana, quando será constituído o Comitê Técnico da nova Liga Nacional de Basquete.