A taxa de mortalidade infantil teve queda em três cidades da região e aumento em outras cinco. Nas cidades de Bariri, Brotas e Igaraçu do Tietê houve queda e nos municípios de Bocaina (69 quilômetros de Bauru), Dois Córregos, Jaú, Pederneiras e Barra Bonita, houve aumento.
Em Bariri (56 quilômetros de Bauru), a taxa de mortalidade infantil em 2006 foi de 21,6 e caiu para 17,5 no ano passado, uma variação de 20%. Trocando em miúdos, em 2006 foram registradas nove mortes para cada mil nascidos vivos. Em 2007, foram sete.
Em Brotas (100 quilômetros de Bauru), o número de óbitos caiu de 7 para 4 de 2006 para 2007. A taxa de mortalidade infantil saiu dos 25,2 para 13, uma variação de -48,4%.
Na cidade de Igaraçu do Tietê (71 quilômetros de Bauru), o número de mortes de menores de um ano caiu de oito para sete entre 2006 e 2007 e a taxa de 24,5 para 22,2, uma variação de -9,3%.
A fórmula para a redução das mortes está na orientação das gestantes, avalia a secretária de Saúde do município, Maria Terezinha Barducci da Silva. “Temos um grupo de profissionais que trabalha com as gestantes. Temos psicóloga, assistentes sociais, nutricionistas, dentistas, enfermeiras e técnicas que, mensalmente, se reúnem com as futuras mães e oferecem todo tipo de informação, especialmente sobre amamentação, parto natural e cuidados com o bebê”, sugere.
Ela acredita que somente isso não basta, porque há patologias que não há como evitar o óbito. “Trabalhamos com conscientização e orientação. Porém, grande parte dos casos são de migrantes que chegam para o corte de cana. As mulheres chegam grávidas e sem terem feito o pré-natal.”
A secretária diz que pretende baixar ainda mais a taxa de mortalidade infantil em dois anos. “De -9,3% para -6%. Por isso, vamos investir mais na prevenção.”
Migração
Apesar dos esforços do município, Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) teve um aumento no número de óbitos de 2006 para 2007. De nove saltou para 11. Para o diretor de Saúde, Ricardo Alves de Oliveira, a migração de cortadores de cana das regiões Norte e Nordeste do País influencia na taxa de mortalidade infantil do município.
“Muitas mulheres chegam grávidas de nove meses e sem ter feito pré-natal. São mulheres, em sua maioria, subnutridas que geram crianças debilitadas.”
Segundo Oliveira, as ações preventivas foram intensificadas. “Temos grupos de gestantes que recebem orientações. Reforçamos o número de pediatras, que passou de três para quatro este ano.”
Em Dois Córregos (73 quilômetros de Bauru), o número de mortos dobrou de um ano para outro, saltou de quatro para oito. Em Jaú (47 quilômetros de Bauru), de 20 para 26, e, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), de cinco para nove.
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Nascimento prematuro
Em Bocaina (69 quilômetros de Bauru), o número de mortes de menores de um ano pulou de um para três no período de 2006 e 2007. Apesar do número ter aumentado, a taxa saltou de 7 para 21, uma variação de 200%.
A diretora de saúde da cidade, Kellen Carinhato, enfatiza que, no primeiro semestre deste ano, nenhuma morte foi registrada. “Das três mortes registradas no ano passado, duas eram gêmeos que nasceram prematuros. Eles nasceram e morreram em Jaú. A terceira morte ocorreu por bronquite.”