11 de julho de 2026
Nacional

Em meio a brigas entre consórcios, Lula assina hidrelétrica de Jirau

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem o contrato de concessão da usina de Jirau, no rio Madeira. A assinatura estava prevista para janeiro de 2009, mas foi antecipada depois de o consórcio Energia Sustentável, vencedor do leilão para a construção e operação da obra, entregar toda a documentação.

De acordo com o presidente da Energia Sustentável, Victor Paranhos, se a licença de instalação (que permite o início das obras) foi concedida no próximo mês, a usina poderá começar a gerar energia já em dezembro de 2011 - mais de um ano antes do cronograma oficial. “Deve ser ponto de honra de todas as empresas procurar alternativas para a redução dos custos e dos impactos ambientais das obras”, disse Paranhos, se referindo à alteração que fez no projeto original para a usina, mudando em 9 quilômetros a localização da barragem.

Durante a cerimônia, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) fez um apelo para que os consórcios Energia Sustentável e Madeira Energia - liderada pela Odebrecht e vencedora do leilão da usina de Santo Antônio - não ingressem em uma disputa judicial que poderia atrasar a construção das duas usinas.

Derrotada no leilão de Jirau, a Madeira Energia questiona a legitimidade do processo devido à alteração no local da barragem. “O País confia aos senhores estas duas obras de grande envergadura. Estamos assistindo a uma disputa entre as empresas. O governo brasileiro não admitirá que os consumidores sejam prejudicados”, disse.

O ministro Edison Lobão informou que vai se reunir ainda esta semana com representantes dos dois consórcios vencedores - liderados por Furnas/Odebrecht e Suez - para tentar fazer com que os empresários cheguem a um entendimento que encerre a batalha que vêm travando nos bastidores. “Este é um momento mais para engenheiros do que para advogados. Precisamos iniciar as duas obras”, disse Lobão, após participar da cerimônia de assinatura do contrato de concessão de Jirau, no Palácio do Planalto.

O consórcio liderado por Furnas e Odebrecht, vencedor de Santo Antonio, vem se desentendendo com o consórcio capitaneado pelo grupo da multinacional francesa Suez, vencedor de Jirau, por conta da proposta deste último de mudar em nove quilômetros o local onde a hidrelétrica será construída. O consórcio da Odebrecht cogita inclusive ir à Justiça para questionar essa mudança.

A usina de Jirau foi arrematada pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil, liderado pela francesa Suez Energy. A construtora Odebrecht, integrante do consórcio Madeira Energia, foi vencedora em Santo Antônio e derrotada em Jirau.

Lobão voltou a fazer ameaças de que o governo pode intervir em ambas as usinas e construí-las sozinho, por meio da Eletrobrás, caso a briga entre as empresas vá parar na Justiça atrasando o cronograma. “Eles vão chegar a um acordo, se não chegarem, o governo tem seus meios de agir e fazer com que a obra seja concluída”, disse Lobão.