08 de julho de 2026
Internacional

Morales tem aprovação de 66,3%

Folhapress
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La Paz - No referendo de domingo na Bolívia governadores autonomistas mantiveram seus cargos, e permaneceu a queda-de-braço entre os pólos. Mas o presidente Evo Morales sai da votação com um trunfo: a ampla vitória - 66,3% com 80% da apuração concluída- e sua votação expressiva no rico leste do país impedem seus adversários de questioná-lo como líder nacional, com autoridade sobre todo o território.

Não é pouco. O número dá a Morales argumentos contra os grupos radicais - aliados dos governadores - que o impediram de visitar regiões opositoras e receber os colegas Hugo Chávez (Venezuela) e Cristina Kirchner (Argentina) na semana passada. Os episódios levaram ao confinamento do presidente nas terras altas, aos gritos de que ele só governava parte do país, numa das cenas mais simbólicas da crise política.

A votação mostrou que o país está dividido entre a meia-lua (o bloco de quatro departamentos autonomistas) e o altiplano governista. Porém, o território governado pelos adversários tampouco rejeita categoricamente Morales. O presidente ganhou em Pando (52%), empatou em Tarija e alcançou cifras em torno de 40% em Beni e em Santa Cruz, o rico departamento que lidera a oposição a Morales. Os quatro governadores opositores foram também amplamente ratificados. O referendo mostrou ainda que, paradoxalmente, o presidente é fator de divisão mas também de unidade no país.