Após conquistar o oitavo lugar nas equipes - a melhor posição olímpica de sua história -, a ginástica artística brasileira volta hoje às disputas no Ginásio Nacional de Pequim. O Brasil será representado na final do individual geral pelas ginastas Jade Barbosa e Ana Cláudia Silva.
Na fase de classificação, Jade conseguiu pontuação total de 59.500, terminando a fase na 12ª posição. Já Ana Cláudia, com a 23ª melhor soma de pontos, fez 57.575 e se qualificou graças a uma regra da modalidade que impede a participação de mais de duas ginastas de um mesmo país nas finais.
O Brasil, que passou a se destacar na ginástica artística sob o comando do ucraniano Oleg Ostapenko, busca mais uma vez a inédita medalha na modalidade. Para o treinador, Jade é a principal aposta nas provas de hoje. Segundo ele, somente o nervosismo poderá atrapalhar uma boa apresentação da ginasta brasileira, instável emocionalmente.
Novata, Ana Cláudia curte a inédita participação olímpica e ainda se recupera de uma lesão na palma da mão esquerda, sofrida durante o qualificatório para a final do individual geral. No último domingo, ao se apresentar nas barras paralelas assimétricas, a ginasta brasileira sofreu um corte na mão provocado pelo estouro de uma bolha.
Por equipes
A equipe chinesa conquistou ontem a medalha de ouro na prova feminina por equipes da ginástica artística. Com um total de 188,900 pontos, as chinesas levaram a melhor sobre as norte-americanas, que ficaram com a prata, com 186,525 pontos. As ginastas brasileiras, que conseguiram classificação inédita para a decisão, terminaram na oitava e última colocação, com 174,875 pontos. Em Atenas-2004, as brasileiras terminaram na nona colocação.