Bariri - Após arrematar em leilão os esquipamentos da extinta indústria de óleo Resegue de Bariri (56 quilômetros de Bauru), o proprietário de uma indústria do setor deve se reunir hoje, pela manhã, com o prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB) para discutir a possibilidade de reativar a indústria no município.
As informações foram confirmadas pelo diretor administrativo da prefeitura, Thiago Putrini. “Na verdade, nós não conhecemos a empresa. O que sabemos é que eles têm a intenção de reativar a indústria Resegue. Mas não sabemos qual o objetivo deles, se vão usar os mesmos equipamentos que estão à disposição, por exemplo”, comenta.
Duas décadas após a sua falência, os equipamentos da antiga indústria de óleo vegetal Resegue, foram levados a leilão no dia 5 de agosto, em São Paulo. A massa falida da empresa, que no passado chegou a ter mais de mil funcionários, está vendendo o que sobrou para quitar as dívidas com os credores.
Segundo o advogado Evandro Demétrio, que presta serviço em Bariri de procurador para a massa falida da indústria, os equipamentos foram arrematados por cerca de R$ 1,5 milhão pela empresa Farólio, de São Paulo. Pouco acima do lance mínimo, estimado em R$ 1,4 milhão.
Apesar de comprar os equipamentos da extinta Resegue, a Farólio não teria demonstrado interesse na compra do imóvel, segundo Demétrio. “Tem vários imóveis, a parte grande que é a fábrica, e tem outros imóveis, casas, terrenos, etc. Terceiros fizeram lances em imóveis menores que não fazia parte do parque fabril”, comenta.
Putrini lembra que o local onde funcionava a extinta Resegue está localizado no Centro da cidade, o que poderia inviabilizar a instalação de alguns tipos de indústria no local. “O local é meio complicado porque a indústria está no centro da cidade. Eu não sei se a Cetesb autorizaria a ativação de uma indústria de óleo no meio da cidade. Este é um problema que nós estaremos questionando a empresa”, explica Putrini.
Interesse
Putrini afirma que a prefeitura tem interesse que a empresa seja reativada. “Mesmo porque vai gerar empregos, vai gerar divisas para o município”, confirma, lembrando que o município estaria disposto a fornecer uma outra área para o empreendimento, se for o caso. “Esta negociação vai começar agora e vai se estender para o ano que vem, para o próximo prefeito tomar uma decisão”, pondera o diretor administrativo.
Dos cerca de 200 mil metros quadrados de área onde funcionava a indústria Resegue, pelo menos metade deste total, cerca de 100 mil metros quadrados, foram desapropriados pelo município num período de 20 anos.