08 de julho de 2026
Nacional

Médicos e servidores entram em greve no Rio

Por Luisa Belchior | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - Médicos e funcionários da rede estadual de saúde do Rio deram início à greve da categoria ontem por reajuste salarial e plano de carreira. Segundo o Sindicato dos Médicos do Rio, 3.500 servidores cruzaram os braços. A Secretaria de Saúde informou que apenas o ambulatório do hospital Carlos Chagas (zona norte) foi fechado por causa da greve. Entretanto o sindicato afirma que os hospitais Getúlio Vargas, na Penha (zona norte) e Rocha Faria, em Campo Grande (zona oeste), só estão atendendo casos de emergência.

Cerca de 200 servidores participaram de um protesto na manhã de ontem, próximo ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual. O ato teve início às 11h e reuniu servidores estaduais da saúde, educação, das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros, do Metrô e da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto). A greve no funcionalismo público estadual do Rio só atinge a área da saúde.

As reivindicações dos servidores incluem reposição de 66% de perdas salariais e plano de carreira. Eles se dizem insatisfeitos com a proposta de reajuste de 8% anunciada na segunda-feira pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) e enviada à Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Os profissionais da área de saúde foram excluídos da proposta.

“Esse aumento é um pirulito, uma balinha que o Cabral está dando aos servidores para desestabilizar a manifestação”, disse o presidente do sindicato da Polícia Militar do Rio, Miguel Cordeiro.

“(O reajuste) foi um blefe, uma proposta para nos desestabilizar, porque foi às vésperas da manifestação. Mas não vai dar certo, porque ninguém concorda com esse aumento”, declarou o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze.

De acordo com Darze, os ambulatórios dos hospitais Getúlio Vargas, Carlos Chagas e Rocha Faria não estavam funcionando ontem. A secretaria confirma que apenas o Rocha Faria está com o funcionamento limitado à emergência.

Os manifestantes exigem uma audiência com o governador para discutir o reajuste. A assessoria de imprensa de Cabral disse que ainda não há confirmação de que Cabral receberá os manifestantes.