08 de julho de 2026
Ser

Minha história: Cada um...


| Tempo de leitura: 2 min

Me pego muitas vezes falando de minha vida

Extravasando...

Dizendo o quanto é difícil equilibrar-se material e espiritualmente.

Falando também das doses amargas de momentos inesperados que a vida nos reserva.

Mas estou passando por tudo... e na boa

Creio que vivo mais alegrias que tristezas...

Mas já levei cada susto!

E é para todo mundo assim, essa tal felicidade não existe.

São ligeiros momentos, fases, idades, abrir uma bala, ver seu sorriso e gente bonita.

Felicidade é recomeçar sempre, sempre. Ouvir a dor de alguém é uma virtude, ser amigo é uma virtude, interpretar uma pessoa e seu jeito é uma virtude...

Amar é o que todos querem, uns querem amar para casar, outros o dinheiro, outros só prazeres, mas querem amar...

Há pessoas amargas e doentes que nos cercam, para nos testar, e para notarmos que somos capazes de perdoar e tocar para frente...

Há gestos lindos e nem notados, tudo é esquecido rapidamente, hoje você é fulano de tal, amanhã você vira história de alguém, boa ou má. Que pena...

São desabafos esclarecidos, nada de loucura ou depressão, o que escrevo é a realidade...

O que escrevo é a vida, e como ela é.

Um dia cheguei a um amigo, agora acho que é colega ou conhecido, e lhe disse o que eu estava passando, e ele pouco me deu atenção, dizendo-me: “Cada um com seus problemas” e ponto final.

Creio que ele tenha toda a razão, mas faltou o afeto de pelo menos ouvir o “amigo”, mesmo que fosse de mentirinha, como muitos que te ouvem e se colocam à disposição, torcendo para que você não precise, é assim mesmo.

Falta amor nas pessoas, como falta, falta amor em mim para com as pessoas também, sou ser humano, mas estou me moldando, lentamente mas estou...

Mas, tudo gira, recomeça, acaba, se estremece, sentimos medo, mas o dia em que você, querido “amigo”, disser que necessita de alguém para te escutar, estarei às ordens.

Faltou carinho, faltou aquela costumeira frase “Calma, tudo vai passar ou tudo vai dar certo, calma...”

Miguel Daré