11 de julho de 2026
Nacional

Peritos investigam área do teatro Cultura Artística atingida por fogo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Três técnicos da Polícia Técnico-Científica de São Paulo investigam ontem as condições do teatro Cultura Artística, na região central de São Paulo, atingido por um incêndio na madrugada de anteontem.

O inquérito que investiga as causas do incêndio é conduzido pelo 4.º Distrito Policial (Consolação). Os peritos chegaram por volta das 11h e devem formular um laudo que deve apontar as causas do incêndio.

Além da sala principal, a Esther Mesquita, com capacidade para 1.156 lugares, a aparelhagem técnica, de iluminação, palcos, platéia, todos os camarins e cenários das duas peças em cartaz foram completamente destruídas. Entre elas estava “O Bem Amado”, com Marco Nanini.

Duas equipes do Corpo de Bombeiros permanecem no local para realizar o trabalho de rescaldo. Entre outras atividades, o trabalho de rescaldo também consiste em separar os materiais passíveis de combustão, tais como madeira e papel. Focos de incêndio já foram totalmente eliminados. A calçada de frente do prédio, localizado na rua Nestor Pestana, foi interditada para os trabalhos das equipes.

O engenheiro Henry Pickard, da prefeitura, pôde fazer apenas uma medição visual do teatro. Em uma análise preliminar, ele afirmou que não há mais risco de desabamento da estrutura restante.

O administrador do teatro, Paulo Calux, afirmou que chegou ao local por volta das 6h. Ele disse que algumas pastilhas do painel do Di Cavalcante que adorna a fachada do prédio caíram devido ao calor. Ele adiantou que elas podem ser recuperadas.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) chegou por volta das 11h40 no local para uma visita.

Em entrevista à rádio CBN, o responsável pelo departamento de relações institucionais da Sociedade Cultura Artística, Eric Klug, afirmou que uma nova estrutura pode ser montada em outro endereço, caso não seja possível reconstruir o teatro na rua Nestor Pestana. Ele não deu detalhes a respeito.

O incêndio “matou” duas obras de arte da música: os dois pianos Steinway, que viviam no teatro. O instrumento vale cerca de US$ 130 mil, mas só para trazê-lo de seu berço, a alemã Hamburgo, gastou-se mais de U$ 20 mil.

A diretora artística do complexo, Gioconda Bordon, falou em luto devido à perda da sala principal. Depois do cálculo dos estragos, o próximo passo da diretoria é ver como será feita a retomada das agendas, que estava programada com espetáculos até novembro.

O inquérito que investiga as causas do incêndio é conduzido pelo 4.º Distrito Policial (Consolação). Um porteiro do teatro já foi ouvido pela polícia e equipes do Instituto de Criminalística farão perícia no local.

A notícia se espalhou rapidamente pelo meio artístico, facilitando a transferência do espetáculo da Orquestra Filarmônica de Liège, que se apresentaria no Cultura Artística ontem e hoje. “A orquestra chegou nesta madrugada, tínhamos que dar um jeito.”