02 de janeiro de 2026
Geral

Parada da Diversidade convida minorias

Por Ieda Rodrigues | Com Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Em pleno feriado de 7 de Setembro, que neste ano será domingo, a Associação Bauru pela Diversidade quer reunir representantes das minorias da cidade para desfilar pela avenida Nações Unidas num ato festivo, contra preconceitos e de luta por direitos iguais aos diferentes. Além de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (GLBT) de Bauru e região, foram convidados para o evento o Conselho da Comunidade Negra, o Conselho da Pessoa com Deficiência, o Conselho da Pessoa Idosa, a Associação dos Aposentados, o Movimento Terra Nossa e entidades que atendem portadores de deficiência ou doenças que ainda despertam preconceitos – Sorri, Centrinho, Apae e Sapab.

Por enquanto estão confirmados três trios elétricos, mas a expectativa é contar com cinco, afirma Marcos Souza, um dos organziadores da 1.ª Parada da Diversidade. Sobre o convite a entidades que trabalham com minorias, portadores de deficiência e idosos, ele ressalta que o objetivo é que as pessoas levem suas reivindicações para a avenida, que a parada seja um espaço democrático. “A idéia é termos blocos com esses diferentes públicos. Os cadeirantes, por exemplo, podem, com faixas, denunciar a dificuldade de locomoção na cidade”, completa ele, que é sócio da Labirinthus Lounge Mix, casa noturna que apóia o evento.

O professor João Winck, conselheiro da Associação Bauru pela Diversidade, lembra que assim como racismo, homofobia é crime por força de lei estadual. “A ONG pretende lançar campanha de conscientização sobre a lei 10.948/2001, que tornou a homofobia um crime no Estado de São Paulo, a Lei Maria da Penha, que protege a mulher de violência doméstica, e a lei do racismo. Defendemos a criação de uma Secretaria Especial dos Direitos Humanos e Cidadania no município”, completa.

Aguardando a confirmação das entidades no evento, os organizadores relatam que estão confirmadas caravanas GLBT de Marília, Botucatu, Ourinhos, Lins e Avaré. O desfile está marcado para começar às 15h do dia 7 de setembro, saindo da Praça da Paz, onde será feita a concentração dos blocos em direção ao anfiteatro do Parque Vitória Régia, onde haverá show com atrações da região até as 19h. Durante o evento haverá um estande na avenida para recolha de alimentos não perecíveis em qualquer quantidade que serão doados a instituições que acolhem minorias, como a Sapab.

Festa

Logo após a dispersão, será realizada a Festa da Diversidade na antiga Estação da Paulista e espaço do futuro Museu da Imagem e do Som, localizada na esquina das ruas Rio Branco e Júlio Prestes. Estão programados música eletrônica e música ao vivo. O ingresso custa R$ 10,00 e a renda será revertida a projetos filantrópicos da Associação pela Diversidade.

A Prefeitura de Bauru, por meio das secretarias da Cultura, da Saúde, do Bem-Estar Social, dos Esportes e do Desenvolvimento Econômico, estão providenciando toda a infra-estrutura necessária, além da Emdurb que cuidará do desvio do trânsito. Os organizadores também solicitaram apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e do Conselho Municipal de Turismo para o evento.

A Parada pela Diversidade tem apoio do Instituto Acesso Popular, do Grupo Bauru sem Homofobia, do Coletivo LGBT da CUT e do Núcleo Pela Tolerância da Unesp. “Muitos empresários da região são apoiadores, dentre eles a Cervejaria Itaipava, que é a patrocinadora oficial, a TAM e a Servtur Turismo, A Mongeral Seguros, as boates Labirinthus Lounge Mix e Comossomos Club, a instituição Umbanda Fest, o Safári Bar e o Bar 415, a Gráfica Coelho, a Produtora Boys Company e o Buffet Montovani”, diz o material de divulgação do evento.

Os empresários que quiserem contribuir com a Associação para a Diversidade podem entrar no site www.baurupeladiversidade.org, retirar o edital filantrópico e ter acesso ao conteúdo informativo. A doação poderá ser abatida do imposto de renda da empresa. Mais informações pelos telefones (14) 3227 1446, 9151-7887 e 9133-8716.

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Defesa

A Associação Bauru pela Diversidade, que realiza a Parada, é uma organização não-governamental especialmente criada para defender os direitos das comunidades discriminadas, em especial da população LGBT. A ONG defende a orientação sexual como direito personalíssimo, fundamental, indiscutível e inalienável. A entidade prega que a homofobia deva ser encarada como transtorno psicossocial passível de criminalização, assim como o racismo e o sexismo já o são.

“As minorias discriminadas não querem discutir o que é certo ou errado, sob quaisquer pontos de vista. Apenas exigem o respeito às diferenças, para ter assegurado o seu direito à cidadania plena e a possibilidade de viver em paz, sem que ninguém tenha o direito de aborrecê-las impunemente”, diz o material de divulgação da Parada da Diversidade.