09 de julho de 2026
Esportes

Futebol feminino: Foi de chorar!

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Dois dias depois da derrota da seleção brasileira masculina nas semifinais, o sonho de conquistar a inédita medalha de ouro acabou também para a seleção feminina de futebol. Mesmo jogando melhor e tendo mais chances durante o jogo, as brasileiras foram derrotadas pelo Estados Unidos na prorrogação por 1 a 0, ontem, em Pequim, e repetiram o resultado conquistado em Atenas-2004. O único gol foi marcado por Carli Lloyd, aos 6min do primeiro tempo da prorrogação.

O resultado reforçou o estigma de vice da seleção brasileira. Além de ter perdido a final em Atenas-2004 para as próprias norte-americanas, o Brasil foi derrotado, no ano passado, na decisão da Copa do Mundo, diante da Alemanha. A medalha de prata, porém, manteve uma escrita da equipe nacional. Desde que a competição feminina do futebol começou a fazer parte da Olimpíada, em Atlanta-1996, Brasil e Estados Unidos foram as únicas seleções que chegaram à disputa de medalhas em todas as edições - as norte-americanas chegaram a todas as finais, vencendo em Atlanta-1996 e Atenas-2004, e as brasileiras disputaram e perderam o bronze em 96 e 2000, além de terem ficado com a prata em 2004.

O jogo

A partida começou concentrada no meio campo, com as duas equipes marcando bem para não dar chances às adversárias. Enquanto as norte-americanas cometiam mais faltas, as brasileiras conseguiam roubar mais bolas, mas na hora que chegavam ao ataque não passavam pela zaga rival.

O primeiro lance de perigo foi das norte-americanas. Aos 15min, depois de cobrança de escanteio, a bola passou perto da trave. Aos 30min, foi a vez do Brasil. Depois de lançamento, Cristiane ganhou na disputou com a zagueira, mas adiantou demais a bola e deu chances para a goleira Hope Solo chegar antes e defender. O Brasil estava melhor na partida e começava a criar mais chances de gol e aos 41min do primeiro tempo Cristiane fez um bom lance, mas chutou mal de fora da área.

A seleção canarinha começou o segundo tempo com a mesma disposição e, aos 8, Marta apareceu novamente bem, passou pelas zagueiras e cruzou da linha de fundo, mas Solo fez boa intervenção. O Brasil tinha mais posse de bola e permanecia no ataque, mas pecava nas finalizações. Já as norte-americanas se limitavam a tocar no meio-campo, sem oferecer perigo à goleira brasileira Bárbara. Somente aos 39 aconteceu o primeiro lance de perigo dos Estados Unidos, depois de uma de uma saída atrapalhada da goleira Bárbara.

Aos 40, as norte-americanas chegaram novamente, mas Bárbara defendeu bem o chute da entrada da área. Com o empate no tempo normal, a partida foi para a prorrogação. Aos 6min do primeiro tempo da prorrogação, Carli Lloyd chutou de fora da área e marcou o gol que garantiu o ouro norte-americano. O time dos EUA ainda bateu uma bola na trave aos 11min do segundo tempo, mas o placar de 1 a 0 foi mantido até o final.

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Ficha Técnica

BRASIL Bárbara; Érika, Renata Costa e Tânia Maranhão; Simone Jatobá (Rosana), Daniela Alves (Fabiana), Formiga (Francielle), Ester e Maycon; Cristiane e Marta. Técnico: Jorge Barcellos

ESTADOS UNIDOS Solo; Mitts, Rampone, Markgraf e Chalupny; Boxx, Tarpley (Cheney), O’Reilley (Natasha Kai) e Lloyd; Rodriguez (Cox) e Hucles. Técnico: Pia Sundhage

Gols EUA: Lloyd

Árbitro Dagmar Damkova

Público 61.502 pessoas

Renda Não divulgada