Moscou - O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmara que seus soldados se retirariam hoje do território localizado fora da zona-tampão. Mas informantes russos disseram que o prazo foi dilatado em mais dez dias.
Em Washington, o Pentágono afirmou que contingentes circulam dentro do território georgiano, sem a intenção de voltarem à Rússia. “Os russos devem sair agora”, disse Gordon Johndroe, porta-voz da Casa Branca.
A zona-tampão que a Rússia pretende manter em território da Geórgia terá dois postos de controle na principal rodovia daquele país do Cáucaso, afirmou ontem o ministro georgiano da Reintegração, Temur Iakobashvili.
A decisão, se confirmada, significará uma ingerência direta na vida econômica da Geórgia, pois a rodovia é a única rota de ligação entre a capital, Tbilisi, no leste, e litoral do mar Negro, a oeste. Ela é também usada no comércio de países da Ásia Central sem saída marítima.
O acordo proposto pela França em nome da União Européia, para pôr fim ao conflito de seis dias entre a Rússia e a Geórgia, previa que os russos poderiam ocupar uma zona-tampão de dez quilômetros.
O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, declarou ontem que “não haverá nenhuma zona-tampão”. Apesar de ela estar prevista no acordo que o próprio Saakashvili assinou.