08 de julho de 2026
Nacional

Brasil e EUA vão trocar informações sobre processos

Folhapress
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São Paulo - Mesmo com a extradição do traficante colombiano Juan Carlos Abadía, o Brasil não ficará sem informações sobre o caso, afirmou ontem o secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça, Romeu Tuma Júnior, ao participar 1.º Seminário sobre Cooperação Jurídica Internacional para a Prestação de Alimentos: A Nova Convenção de Haia.

De acordo com o secretário, Brasil e Estados Unidos vão trocar dados sobre os processos que correm na Justiça norte-americana contra o traficante.

“Como se têm vários processos contra ele nos Estados Unidos em fase de investigação, vai ser possível identificar novas quadrilhas, novas rotas e até mesmo novos membros dessa quadrilha, que ainda não foram identificados pela Justiça. E o nosso país vai ter acesso a essas informações”, explicou.

Tuma Junior acrescentou que, mesmo com a extradição, o traficante não ficará impune, pois vai continuar cumprindo a pena aplicada a ele pelo Brasil nos Estados Unidos. “Assim, não se tem a sensação de impunidade”, disse.

Abadía foi extraditado ontem pela manhã. Aqui no Brasil, ele foi condenado a 30 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e formação de quadrilha. Nos Estados Unidos, ele é acusado, entre outros crimes, de homicídio, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Sobre a Convenção de Haia, assinada pelo Brasil no ano passado, Tuma Júnior afirmou que o documento vai possibilitar que acordos internacionais bilaterais entre países sejam feitos para garantir o direito de crianças e adolescentes à alimentação mesmo que os pais residam em outro país. “Temos a dificuldade de se criar acordo bilateral para a prestação de alimentos nos casos, por exemplo, em que os pais abandonam seus filhos.”

O texto da convenção ainda não foi encaminhado ao Congresso Nacional, que precisa ratificá-la para que o Brasil possa, a partir daí, assinar acordos bilaterais.