09 de julho de 2026
Bairros

Dobra número de empresas na zona sul

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Quem visita a zona sul em toda a sua extensão, pelo menos uma vez por mês, percebe que o comércio naquela área está em expansão. Todo mês, novos estabelecimentos são abertos. A vedete da área ainda é a avenida Getúlio Vargas, mas vias como Nossa Senhora de Fátima, Otávio Pinheiro Brisolla e algumas transversais nos últimos anos estão deixando de ser vias residenciais para também se transformarem em verdadeiros corredores comerciais.

Essa constatação é confirmada por números divulgados pela Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), que em dezembro de 2007 constatou que a quantidade de empresas na área da zona sul praticamente dobrou no período de um ano.

Em 2006, pesquisa realizada pela entidade apontou que naquela área havia 420 empresas em operação. Em 2007, em outro levantamento, a Acib constatou que a quantidade de estabelecimentos deu um salto expressivo: 800 pontos comerciais abertos na zona sul.

Esse crescente interesse comercial pela região também se reflete no setor de prestação de serviços, que, de acordo com o presidente da Acib, Benedito Luiz da Silva, também é muito forte na zona sul.

A expansão é tão grande expressiva, que em dezembro deste ano a Acib prevê que o resultado do levantamento de 2008 irá apontar incremento superior a 50%, em relação ao mesmo período do ano passado. “Os dados irão apontar, com certeza, mais de 1300 empresas comerciais no local”, acredita Silva.

Por conta desse entusiasmo, a Acib decidiu criar uma entidade setorial para a área. Desde julho do ano passado, a Asa Sul, primeiro órgão setorial da associação comercial na cidade, passou a coordenar o comércio daquela região. Na época, o presidente da Acib havia informado ao JC que o comércio daquela região já era o maior da cidade.

O empresário Evandro Manflin, coordenador da Asa Sul, conta que a criação da setorial foi motivada pela intenção de organizar e fortificar o comércio da região. Para ele, a avenida Getúlio Vargas está para a zona sul como o Calçadão da Batista está para o Centro da cidade. Só vou ao Centro da cidade mesmo para pesquisar os preços, mas encontro de tudo aqui. Temos os grandes supermercados, bancos, lojas de roupas, materiais para construção, móveis, veículos, restaurante e a vida noturna da cidade está aqui”, comenta a consumidora Giseli Denise de Freitas.

Para os comerciantes que chegam à zona sul todo mês, a razão da migração comercial para o local está diretamente ligada ao número de prédios residenciais e de condomínios fechados construídos na zona sul.

Luciana Fernandes abriu uma filial de sua escola de idiomas há cerca de três meses na Getúlio Vargas. “Para estancar a evasão de alunos, que estavam se mudando para a zona sul, a diretoria da escola resolveu investir numa segunda filial, exatamente na mes ma área sul, para atrair novos e ex-estudantes agora moradores do Jardim Europa e dos condomínios Világios, Samambaia, Shangri-lá. Não nos arrependemos”, afirma Fernandes.