A transformação de prédios residenciais em comerciais é uma conseqüência de mercado. De acordo com a arquiteta Maria Helena Rigitano, da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) de Bauru, o que acontece hoje em vias como Nossa Senhora de Fátima e Otávio Pinheiro Brisolla é uma transformação natural quando se tem um incremento comercial.
De acordo com Rigitano, não é o município através de lei ou mesmo do seu Plano Diretor que define quais ruas serão corredores comerciais. Ela explica que isso pode acontecer para atender o interesse de um ou de outro, mas quem realmente determina se essa rua ou aquela avenida será um corredor comercial é o mercado.
“Isso não é novo. No passado, outras ruas e avenidas, como Gustavo Maciel, Treze de Maio e Antônio Alves, já passaram pelo mesmo processo. Basta passar por esse locais e notar que a maioria das construções comerciais tem uma tipologia residencial, mas foram adaptadas e hoje abrigam prédios comerciais”, explica Rigitano.
De acordo com a arquiteta, é quase regra que áreas residenciais se transformem em comerciais quando se percebe um fluxo diário expressivo de pessoas. “Principalmente ruas e avenidas que tenham grande influência no fluxo de ligação entre uma área e outra, como é o caso atual das ruas e avenidas próximas a Getúlio Vargas”, completa.
O fenômeno da setorização do comércio acontece simultaneamente em outras partes da cidade. De acordo com Benedito Luiz da Silva, presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), o bairro atrai o tipo de comércio que seus moradores necessitam.
Um exemplo disso está na avenida Castelo Branco, região oeste de Bauru, que também registra cada vez mais comerciantes no local. A rua Rafael Pereira Martini, no Jardim Redentor, região sudeste da cidade, também é um dos pontos preferidos pelos comerciantes.