10 de julho de 2026
Nacional

Sérgio Cabral defende permanência das tropas no Rio após votação

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), defendeu ontem a permanência da Força Nacional de Segurança na cidade após as eleições municipais de outubro. Segundo o governador, os homens da Força Nacional são “bem-vindos” para garantir a segurança e evitar o “constrangimento imposto por marginais”, sejam traficantes ou milicianos.

“Tenho certeza de que elas (tropas federais) virão e se integrarão ao nosso sistema de segurança com o objetivo máximo de garantir o processo democrático. Tomara que depois das eleições eles continuem por aqui”, afirmou Cabral.

No último dia 15, os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiram, por unanimidade, enviar homens das Forças Armadas para o Rio de Janeiro. O pedido foi feito após o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio receber denúncias anônimas sobre milícias e traficantes que estariam tentando interferir no processo eleitoral.

Além de querer impor a candidatura de simpatizantes dos criminosos, esses grupos chegaram a proibir a campanha de alguns candidatos nas comunidades dominadas por traficantes e milicianos.

O governador já oficializou o pedido para que o governo federal autorize o enviou de tropas federais para o Rio. Ontem, Cabral voltou a comentar a importância do reforço na segurança durante o processo eleitoral.

“Toda segurança é bem-vinda. Como eu digo sempre, antes ou depois do processo eleitoral ou durante. O importante, sobretudo no período democrático, onde nós temos eleições, onde a imprensa tem que trabalhar com liberdade, onde os candidatos têm que fazer campanha com liberdade. As comunidades, sobretudo, tem que votar com liberdade. Nós não podemos admitir o constrangimento imposto por marginais, sejam milicianos ou traficantes, por isso as tropas são muito bem-vindas”, disse o governador.

Na semana passada, o ministro Nelson Jobim (Defesa) disse que as forças federais não estarão a serviço dos candidatos, mas do processo eleitoral. Segundo ele, a participação das tropas e os locais onde elas atuarão serão definidos pela Justiça Eleitoral.