10 de julho de 2026
Bairros

Incêndio destrói área de reflorestamento às margens do Batalha

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Um incêndio destruiu aproximadamente 8 mil árvores e mudas de uma área de reflorestamento localizada às margens do Rio Batalha, na rodovia João Batista Cabral Rennó (SP-225), a Bauru-Ipaussu. O fogo começou por volta das 13h de ontem e se alastrou rapidamente, devido à vegetação seca e ao vento.

Ao todo, foram consumidos cinco hectares de mata ciliar, o equivalente a mais de cinco campos de futebol, ou 4% de toda a área reflorestada ao longo de 22 quilômetros do rio Batalha. Outros cinco hectares de pasto de uma fazenda próxima também foram atingidos.

As chamas só foram controladas por volta das 16h30, com ajuda de um caminhão-pipa do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e de funcionários de propriedades rurais vizinhas, que ajudaram a abafar o fogo com enxadas e galhos de árvores. “Tratores das fazenda também ajudaram a fazer meeiras para que o fogo não se se alastrasse para outras áreas”, aponta Leandro Razuk Ruiz, assessor de gabinete do DAE e presidente do Fórum Pró-Batalha.

De acordo com ele, a área destruída havia sido recuperada há cerca de 10 anos em uma ação do Pró-Batalha, viabilizada através de recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), órgão ambiental do governo do Estado. Na ocasião, foram plantadas mudas de 80 espécies nativas, em um projeto de recomposição da mata ciliar das nascentes do rio Batalha.

“No ano passado, nessa mesma época, tivemos um incêndio parecido. Nós fizemos o replantio e um pedaço queimou de novo, agora”, observa Ruiz. Parte do último trecho reflorestado pela equipe do Pró-Batalha em 22 de março, Dia do Rio Batalha, também foi atingida. O cálculo dos prejuízos provocados pelo incêndio deve ser iniciado ainda hoje.

Ruiz acredita que o incêndio não tenha sido criminoso, mas destaca que o foco deva der sido provocado por alguma fogueira de pescadores que costumam freqüentar a região ou por uma ponta de cigarro acesa jogada à beira da estrada. “As queimadas ficam mais suscetíveis nessa época do ano, por causa do mato seco. Mas acredito que o incêndio tenha sido conseqüência de uma atitude irresponsável, porque o mato não pega fogo sozinho”, frisa.

Ele explica que, por questões legais, não é possível requerer novas verbas estaduais para a implantação de um novo projeto de replantio de mudas nativas na mesma área. Por isso, a expectativa é de que o reflorestamento seja realizado através de doações. “Vamos ter de buscar ajuda e fazer uma campanha de recuperação dessa área queimada”, finaliza.