Brasília - O déficit da Previdência Social caiu 20% nos sete primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado, para um resultado negativo de R$ 20,8 bilhões.
Segundo o Ministério da Previdência Social, nesse período, a arrecadação cresceu 10,2%, para R$ 88,59 bilhões; já as despesas cresceram 2,8%, para R$ 109,42 bilhões.
Os bons resultados levaram o ministro da Previdência, José Pimentel, a rever a previsão de déficit para 2008, que pode ficar abaixo de R$ 38 bilhões.
No ano passado, o déficit acumulado no ano ficou em cerca de R$ 48 bilhões (valor corrigido pela inflação). Na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) deste ano, a previsão era de um resultado negativo de R$ 46 bilhões.
O ministro afirmou também que a expectativa de um déficit de R$ 43 bilhões para 2009, que consta da LDO para o próximo ano, deve ser revista para baixo.
“Em dezembro, quando for votado o Orçamento, nós teremos um número muito mais realista”, afirmou.
Resultado histórico
A Previdência registrou em julho os maiores resultados da história em termos de arrecadação e gastos para um mês, com exceção dos meses de dezembro, que são influenciados pelo pagamento do 13º salário.
Em julho, a Previdência Social registrou déficit de R$ 2,17 bilhões, diferença de despesas de R$ 15,4 bilhões e uma arrecadação de R$ 13,23 bilhões.
Apesar do resultado negativo, o déficit foi 24,4% menor que o registrado no mês anterior, e 37% menor que o resultado de julho de 2007. Para agosto, a expectativa é de um bom resultado nas receitas, devido aos números sobre aumento do emprego formal no país. Haverá também impacto do adiantamento da parcela do 13º salário para os aposentados, que começou a ser pago nesta semana.
Valores pagos
Em julho, 68,4% dos benefícios pagos pela Previdência possuíam valor de até um salário mínimo. Isso representa 17,6 milhões de beneficiários que ganham o piso do INSS ou benefícios assistenciais menores que esse valor.
O valor médio dos benefícios e aposentadorias pagos até julho chegou a R$ 604,19, o que representa um aumento real (acima da inflação) de 16,3% desde 2001.