09 de julho de 2026
Política

Candidatos defendem rede social

Alcir Zago
| Tempo de leitura: 2 min

A proposta da maioria dos candidatos a prefeito de Bauru para a área de assistência social é manter e aprimorar a política que vem sendo desenvolvida por entidades e pela atual gestão. Essa foi a tônica do evento “Assistência social em Bauru - compromisso dos candidatos com uma política pública”, promovido na noite de ontem pela Faculdade de Serviço Social da Instituição Toledo de Ensino (ITE).

Para os prefeitáveis, este é um setor em que a administração atual vem obtendo bons resultados. Mesmo assim, eles apresentaram propostas par ampliar os serviços. A maioria diz respeito à integração entre as secretarias e fortalecimento de organizações não governamentais (ONGs).

A única ausência foi da candidata Rosa Izzo (PDT), que não compareceu por problemas de saúde, segundo sua assessoria. Em comum, os prefeitáveis garantiram que irão manter os repasses no setor em 5% do orçamento para o desenvolvimento de programas e projetos nessa área.

Também citaram a necessidade de buscar recursos dos governos estadual e federal. Segundo Caio Coube (PSDB), do total de recursos investidos em nível local, 80% são provenientes do município, 12% do governo federal e 8% do Estado. O tucano, Clodoaldo Gazzetta (PV) e Rodrigo Agostinho (PMDB) defenderam a necessidade de informatização da assistência social para que haja controle do alcance das ações.

A expansão dos projetos no município também foi comentada pelos candidatos. Gazzetta disse que tem como meta fortalecer as ONGs. Já o tucano propôs o aumento das unidades do Centro de Referência da Assistência Social (Cras). Por sua vez, o peemedebista apontou a necessidade de construção de unidade para atender mulheres vítimas de violência e centros de resgate destinados às famílias.

Márcia Camargo (PSOL) citou a criação de conselhos populares deliberativos, de cooperativas e frentes de trabalho e adoção de IPTU progressivo. Para José Leme (PHS) as propostas são integrar as ações do município com associações de moradores e dispor a cidade de projeto para tirar as crianças das ruas.

O único ponto divergente do evento realizado na ITE foi com relação às posições de Márcia e Caio sobre a participação do Poder Público em ações da assistência social. Segundo a candidata, a maior responsabilidade cabe às esferas governamentais. Já o tucano enfatizou que a sociedade civil, através de entidades e voluntários, participa ativamente de projetos e ele tem a proposta de que continuem a atuar dessa forma.