08 de julho de 2026
Internacional

Hillary pede apoio democrata a Obama

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Denver - Hillary Clinton subiu ao palco na segunda noite da Convenção Democrata com uma missão: convencer seus mais fiéis eleitores a apoiarem o candidato Barack Obama à Presidência dos EUA. Decidida a não perder essa disputa, recorreu a todas suas armas. Pediu união e criticou os republicanos, mas também exaltou Obama e elogiou sua mulher, Michelle.

“Barack Obama é meu candidato e será nosso presidente. Não importa se votaram em mim ou em Barack, chegou o momento de nos unirmos, como um só partido, com o único objetivo de eleger Obama presidente dos Estados Unidos”, disse a senadora.

“Esta é uma guerra pelo futuro e nós precisamos ganhar. Não passei 35 anos nessas trincheiras para ver outro republicano na Casa Branca”, afirmou, sob os aplausos de milhares de democratas reunidos em Denver.

Considerada por muito tempo a favorita para a Presidência, Hillary perdeu a nomeação, em junho, após uma acirrada disputa com Obama. Agora, ela teve que deixar os ataques de lado por um objetivo maior, a união partidária.

“Estamos no mesmo time e nenhum de nós pode ficar à margem. Barack Obama é meu candidato e ele deve ser nosso presidente (...) Quem viu o discurso de Michelle ontem sabe que ela será uma excelente primeira-dama”, acrescentou.

Desunião

Unir os democratas em torno da candidatura de Obama se tornou um desafio crucial para o partido conseguir eleger o candidato presidente, desde que seu desempenho nas últimas pesquisas de intenção de voto começou a estagnar.

Como um gesto simbólico aos eleitores de Hillary, Obama pediu que o nome da ex-primeira-dama fosse apresentado ao voto dos delegados na convenção -mesmo sem haver chances reais dela ganhar a nomeação.

Como outro gesto simbólico, a própria Hillary liberou seus delegados para votarem em Obama na convenção. A intenção é conquistar os 18 milhões de votos que ela recebeu nas primárias democratas e convencer aqueles decepcionados por Hillary ter sido preterida na escolha de Obama para vice-presidente.

A preocupação maior é alavancar Obama nas pesquisas de intenção de voto. Desde junho o candidato democrata aparecia na frente de McCain, mas a diferença vem caindo em agosto.

Brasil

Após evento ontem sobre negócios com a América Latina, Daniel Restrepo, principal conselheiro de Barack Obama para a região, disse a jornalistas que o candidato democrata à Casa Branca vê no Brasil um “parceiro importante” e um exemplo na produção de biodiesel e na atuação militar no Haiti, onde lidera a missão de paz da ONU.

Contudo, indagado sobre o que Obama costuma lhe perguntar a respeito do país, Restrepo pensou por instantes e declarou: “Não me recordo de algo específico no momento’’.

“Obama já esteve na América Latina?’’, indagou um participante. “Essa é a pergunta errada”, rebateu Restrepo, dizendo que George W. Bush foi o presidente que “passou mais tempo’’ na região e que isso não se traduziu em vantagens. “Obama irá assim que for possível.”